Ferramentas para criar o Plano de Negócios da sua empresa

Num Plano de Negócios, é essencial que seja feito um planejamento acerca de diversas áreas e isso requer o uso de diferentes ferramentas para criar o Plano de Negócios da sua empresa!

Dentre esses planejamentos destacam-se o planejamento estratégico, que é fundamental para obter conhecimento sobre o mercado e os clientes, e o planejamento financeiro, que representa em números todas as ações planejadas e leva em conta todos os custos que estarão envolvidos na implantação do negócio.

Para te ajudar a criar um plano de negócios eficaz, listamos neste post algumas ferramentas simples de utilizar, de acordo com cada etapa do Plano de Negócios. Confira e desenvolva seu plano de negócios agora mesmo!

Ferramentas para criar o Plano de Negócios da sua empresa

Ferramentas para criar o Plano de Negócios: Etapa de Planejamento Estratégico

No planejamento estratégico do plano de negócios, usamos algumas ferramentas, tais como:

  • Pesquisas de mercado – quantitativa e qualitativa

As pesquisas de mercado são usadas, normalmente, no início do Plano de Negócios, na etapa de planejamento estratégico, e são ferramentas de extrema importância para se obter mais conhecimento sobre o nicho de clientes de determinado negócio.

Têm como objetivo reunir, de forma concreta, dados (demográficos, socioeconômicos, hábitos, etc) sobre os clientes e suas percepções acerca de uma empresa, de um produto ou serviço.

A pesquisa quantitativa é feita por meio de um formulário e foca no maior número possível de respostas, sempre com perguntas que requerem uma resposta quantitativa, isto é, uma resposta que avalia algo de acordo com uma escala. Como, por exemplo, “Numa escala de 1 a 10, o quão satisfeito você está com o serviço prestado por _____”.

Por outro lado, a pesquisa qualitativa busca focar na maior quantidade possível de detalhes. Tal pesquisa é feita através de uma conversa presencial, uma ligação ou uma vídeo chamada e tem o objetivo principal de ouvir o que o cliente tem a dizer (quanto mais ele fala, melhor).

  • Personas

A persona é uma ferramenta essencial para qualquer empreendimento que busca focar no cliente e em sua experiência. É a personificação do tipo de cliente ideal para aquela empresa, transformando-o num personagem fictício que vai ser levado em consideração sempre que exista uma decisão a se tomar na empresa.

É muito comum confundirmos o significado do termo ‘persona’ com o significado de ‘público-alvo’, mas existem diferenças importantes entre tais termos. Basicamente, a persona, além de trazer os dados que são contemplados no público-alvo, engloba mais detalhes, como um nome fictício, hobbies, formação acadêmica e profissão, que fazem com que essa ferramenta crie uma maior conexão e facilite a comunicação entre o cliente e a marca.

É válido ressaltar que podemos (e é indicado) trabalhar com mais do que só uma persona. Podemos trabalhar com quantas personas quisermos, isso vai depender dos diferentes tipos de clientes e segmentos de clientes com quem trabalhamos. Só é importante, também, tomar cuidado para que não tenhamos muitos focos, construindo várias personas e acabarmos nos esquecendo de pensar na melhor experiência e na estratégia para cada uma.

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  • BMC

O business model canvas (BMC) – canvas do modelo de negócios – é uma das ferramentas mais comuns em um Plano de Negócios.

Usado para obter uma visão geral sobre o funcionamento, as áreas de uma empresa e como elas se relacionam, essa metodologia é um quadro visual que deve ser usado no dia a dia da empresa e sempre deve ser levado em consideração na tomada de decisões.

Contemplando nove campos do negócio, o BMC traz uma visão detalhada sobre o produto que a empresa oferece e sua proposta de valor, sobre os clientes e como é a relação e a comunicação com eles.

É importante ressaltar, também, que tal ferramenta é muito flexível. Uma vez que temos o quadro construído e bem estruturado, podemos avaliar possíveis mudanças, se adaptando ao cenário ou contexto em que estamos inseridos.

  • Mapa de empatia

Usada como complemento fundamental para as personas, o mapa de empatia é uma ferramenta que ajuda a direcionar nossos esforços mais estrategicamente. Tal mecanismo nos permite compreender, de forma profunda, o que se passa na cabeça do cliente, quais são os problemas que ele enfrenta e quais são suas necessidades. O que ilustra muito o significado da palavra ‘Empatia’, que, em resumo, é se colocar no lugar do outro.

O mapa de empatia é uma ferramenta visual que possibilita conhecer e entender a fundo o cliente de um empreendimento.

Por meio de seis perguntas (destacadas na imagem abaixo), a metodologia tem o objetivo de trazer, com uma gestão a vista, uma análise aprofundada do cliente e, como é um complemento à persona, o ideal é que seja construída depois de já ter as personas bem definidas.

  • Canvas de proposta de valor

O canvas de proposta de valor, outra ferramenta bem visual que é utilizada no planejamento estratégico, é mais um complemento muito valioso do BMC e das personas. Consiste em um quadro que relaciona e cruza dois blocos: o perfil do cliente e a proposta de valor de um negócio.

O objetivo desse canvas é posicionar a atuação daquele estabelecimento em torno do que o cliente preza e valoriza. A partir disso, fazer o encaixe entre produto (ou serviço) e mercado de forma simples e eficiente.

Como retratado na imagem abaixo, a ideia é analisar cada campo do bloco do perfil do cliente e trazer algo relacionado a isso no respectivo campo do bloco de proposta de valor.

Dessa forma, a utilização do canvas da proposta de valor permite direcionar ainda mais a atuação da empresa com foco no cliente e na experiência que ele terá.

Ferramentas para criar o Plano de Negócios: Etapa de Planejamento Financeiro

No planejamento financeiro, por sua vez, usamos, dentre outras, os seguintes mecanismos:

  • Taxa de retorno

A taxa de retorno é utilizada para avaliar a velocidade que o empresário irá receber de volta o valor investido no negócio.

Dentro disso, conseguimos fazer o cálculo do prazo de retorno, ou seja, o tempo esperado para que o capital investido no negócio seja recuperado.

Permitindo assim que seja avaliada a viabilidade financeira do Plano de Negócios, estimando também faturamento e despesas.

Utilizar a taxa de retorno ao elaborar o Plano dá um maior embasamento para a tomada de decisão e direcionamento para as ações visando o crescimento da organização, principalmente em seu início.

  • Rentabilidade

A rentabilidade é utilizada para mensurar o potencial que o negócio terá, considerando o investimento inicial e sua lucratividade.

Para saber a rentabilidade do seu negócio, o cálculo a ser realizado consiste em dividir o lucro estimado da empresa em um determinado período seguinte

Por exemplo um mês, dois meses ou seis meses, pelo valor do investimento inicial que será aplicado em seu negócio.

O resultado em percentual irá representar a rentabilidade do seu empreendimento no período anteriormente determinado.

  • Capital de giro

O capital de giro se refere à quantidade de dinheiro necessária para que a empresa continue rodando por um determinado período.

Tem extrema importância na saúde financeira do negócio e para que seja calculado da melhor forma, é essencial que o gestor tenha uma visão bem assertiva de todo o seu negócio.

Dessa forma, é possível assim mapear tudo o que tem a receber, o que possui em estoque e as despesas que terá que pagar.

Para saber qual o capital de giro de sua empresa, basta calcular da seguinte forma:

Contas a pagar – (Valores a receber + Valor em estoque)

O resultado da conta será a necessidade do capital de giro:

  • Caso seja negativo, a empresa não necessita, uma vez que os valores a receber mais o estoque são suficientes para pagar as contas.
  • Caso seja positivo, o valor representa exatamente a quantidade que falta à empresa para que consiga pagar todas as suas contas. Esse valor, inclusive, pode ser utilizado como referência na hora de tomar empréstimos.

 

  • Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio é uma ferramenta essencial dentro do plano financeiro, pois informa ao empresário o faturamento mínimo para que a empresa não tenha prejuízos.

Ao fazer a gestão financeira, algumas análises devem ser feitas com o objetivo de garantir que o negócio será lucrativo.

Uma dessas análises diz respeito ao ponto de equilíbrio (ou break even contábil), que nada mais é do que o valor de vendas necessário para cobrir os custos e despesas da empresa.

O momento em que a empresa atinge o equilíbrio contábil é quando não há lucro nem prejuízo, ou seja, o fluxo de caixa vai estar neutralizado. Para isso acontecer, a receita deve se igualar ao valor empregado nos custos e despesas fixas.

 

Consiste em estimar quanto a empresa irá obter acerca do faturamento e gastará com as despesas em um período de tempo futuro pré-determinado.

Partindo disso, o gestor consegue ter em mãos uma estimativa do saldo que sua empresa terá nesse período e avaliar de forma prática e em números o resultado que irá atingir, podendo assim se preparar e se planejar.

Nesse ponto, vale destacar que é fundamental que o gestor acompanhe os resultados, computando e comparando com aquilo que foi planejado inicialmente.

Com isso, a projeção será frequentemente revisada e a tomada de decisões será mais assertiva.


Realmente, o Plano de Negócios e essas ferramentas são muito importantes para compreender a fundo a estrutura, o modelo e a realidade do negócio

Além de obter um entendimento completo do mercado em que estamos inseridos, das preferências e opiniões dos clientes que já temos e dos que buscamos.

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