​Como garantir maior produtividade na indústria têxtil

Você sabia que o faturamento de uma empresa está diretamente ligado com o nível de produtividade? Neste artigo nós vamos entender como garantir maior produtividade na indústria têxtil!

Aumentar a produtividade da indústria têxtil é uma das formas de otimizar os custos de produção. Pode ser também um desafio muito grande, pois envolve diretamente a qualidade do produto final.

A boa notícia é que existem maneiras de aumentar a produtividade sem afetar na qualidade das peças. Isso é o que mostraremos neste artigo. Vamos lá?

O que é a produtividade industrial?

A produtividade industrial nada mais é do que aproveitar melhor os recursos disponíveis, como equipamentos, mão de obra e matérias-primas, para concluir mais trabalhos em menos tempo!

Existem indicadores utilizados para medir o índice de produtividade, os quais podem ser customizados de acordo com o seu processo de produção.

Esses indicadores irão medir o volume de produção entregue convertido em horas padrão.

​Como garantir maior produtividade na indústria têxtil?

Existem alguns investimentos que são essenciais para manter a produtividade dos produtos no setor têxtil. Confira:

1) Elabore um Planejamento Estratégico

O planejamento estratégico auxilia na definição de metas e objetivos. Ele é fundamental para traçar estratégias e planos de ação também.

Esse conjunto de planos de ação que visam alcançar objetivos específicos, promove uma maior agilidade na hora da tomada de decisão.

Elaborar um planejamento estratégico empresarial é uma tarefa que exige visão crítica, eficiência, um bom embasamento histórico do negócio e conhecimento de mercado.

O planejamento estratégico, aliado ao plano de negócios possibilita a melhor utilização dos recursos, assim como a definição de responsabilidade por ação.

Para gerar melhores resultados, crie estratégias viáveis, acompanhe e analise os resultados!

 

2) Mapeie e padronize os processos

Um dos fatores responsáveis pelo maior desperdício de tempo e de recursos é a falta de padrão na execução de uma tarefa.

O ideal é que cada uma das tarefas tenha a descrição de seu passo a passo. Com esse mapeamento, possibilita que qualquer funcionário execute o procedimento da mesma maneira.

Uma maneira simples de documentar essas informações é usar a ficha técnica de produto. Nela, devem constar a descrição da peça e a quantidade de toda matéria-prima utilizada na confecção.

Outro exemplo de documento é o checklist: ele contém a lista de etapas de cada processo, dando indicações de como realizar uma tarefa completa.

Com o mapeamento, será possível identificar os processos que são desnecessários ou que têm exigido muito tempo dos colaboradores, sem oferecer os retornos necessários.

Leia também: Mapeamento de Processos: otimize o desempenho dos processos da sua empresa

3) Promova uma comunicação transparente e eficiente

De nada adiantará apostar em todas essas implementações se elas não forem corretamente comunicadas às pessoas envolvidas.

Todos os funcionários envolvidos no processo precisam participar de um canal aberto de comunicação  e deixá-los a par das mudanças e decisões.

Diminuir os ruídos presentes na comunicação entre os colaboradores é essencial para aumentar a produtividade. Seja em reuniões, apresentações, comunicados, documentos e fichas técnicas, as informações devem ser claras e objetivas.

4) Forneça boas condições de trabalho

A condição do ambiente de trabalho  agradável e com estímulo à inovação e ao crescimento também é um diferencial importante para tornar uma equipe mais produtiva.

Disposições de máquinas inadequadas, sem local apropriado para estoque das peças de tecidos, roupas, moldes e retalhos que se espalham entre máquinas e outros equipamentos, além de causarem riscos à saúde e bem estar do trabalhador podem prejudicar na produtividade da equipe.

5) Invista em tecnologia e inovação

A tecnologia já se tornou uma ferramenta essencial para as indústrias. No que diz respeito à indústria têxtil, a maioria delas considera o investimento em tecnologia como parte da estrutura do negócio. É nesse cenário que surge a quarta revolução industrial, mais conhecida como Indústria 4.0.

Com soluções como IoT (Internet das Coisas), Inteligência Artificial, Big Data e Machine Learning, o objetivo da Indústria 4.0, que é facilitar a operação e inovar os processos.

A tecnologia pode colaborar para as indústrias têxteis criarem soluções de baixo impacto ambiental. As questões ambientais têm sido alvo de pesquisa e investimento permanente para maquinários, energia e métodos.

Alguns processos biológicos aplicados na fase de tingimento,  conseguem reduzir, em média, 30% no consumo de água e energia elétrica.

Exemplos de tecnologias para a maior produtividade na indústria têxtil:

1) Sewbots

Os sewbots são robôs com software de visão computacional que automatizam tarefas simples, porém, repetitivas.

Eles auxiliam na confecção, etiquetação, controle de estoque e em várias outras funcionalidades, trazendo mais produtividade às indústrias têxteis.

2) Impressão 3D

Por meio da necessidade de diminuição de desperdício de tecidos, a impressão 3D vem com o objetivo de contribuir e ainda melhorar as técnicas de customização e otimização de tempo.

Ao utilizar essa tecnologia na fabricação têxtil, é possível diminuir consideravelmente o descarte de resíduos de materiais, além de produzir peças em um tempo muito menor que o normal.

O trabalho para aumentar a produtividade na indústria têxtil é frequente. Mantenha-se atento às novidades do mercado constantemente. Para isso, acompanhe todos os processos, ouça opiniões, converse com clientes e fornecedores.


Precisando aumentar a produtividade da sua indústria?

A Mais Consultoria atua há mais de 18 anos no mercado oferecendo soluções para os seus clientes em otimizações de processos, estratégia, gestão financeira e qualidade. Entre em contato no banner abaixo e converse com um de nossos consultores para, juntos, impulsionarmos a sua empresa!

5 dicas para planejar o início do ano na sua empresa

O final do ano é a melhor época para colocar as coisas em ordem, ou seja, começar a planejar o início do ano na sua empresa e iniciar o ano seguinte com as energias recarregadas!

Começar o planejamento do negócio com antecedência é condição essencial para melhorar a lucratividade de qualquer empresa, independente do setor de atuação ou porte.

Segundo o IBGE, no Brasil, quase metade das empresas fecha em três anos por falta de planejamento.

Além disso, os momentos de crises reforçam a importância do planejamento. Uma grande crise pode ser totalmente imprevista. Então imagine passar por ela sem controle do que vem sendo feito na sua operação e sem o norte que o planejamento estratégico dá para o futuro?!

Todo início de ano é muito importante ter uma estratégia planejada para se seguir bem ao longo do caminho. Sendo assim, trouxemos 5 dicas que vão ajudar, e muito, no começo de ano da sua empresa.

Como fazer o planejamento de sua empresa para o próximo ano

 

  1. Faça uma análise do último ano

Não estamos falando só daquele já conhecido: balanço financeiro. (Também muito importante!)

Você deve tirar um tempo para fazer uma retrospectiva e relembrar todas as ações que deram certo e errado, os produtos mais e menos vendidos e os investimentos com maior e menor retorno.

Essa análise vai te ajudar a definir no que apostar novamente, no que é preciso melhorar e como executar, pra não errar novamente no próximo ano.

Entenda de uma vez, para mudar o atual cenário é preciso verificar como foi o cenário anterior e para que isso aconteça é necessário ter uma avaliação detalhada sobre o seu negócio.

Esse diagnóstico costuma explicar suas métricas, os erros, os acertos, o lucro, quais foram os pontos que geraram resultados e quais foram os obstáculos enfrentados ao decorrer do último ano.

2. Trace metas e objetivos

Coloque no papel quais são os objetivos da empresa para o próximo ano. Desde metas financeiras e de vendas até indicadores mais internos de cada setor, defina onde você pretende chegar.

Atenção: esses números não podem ser inseridos aleatoriamente, por isso a etapa acima é importante. Ela te guiará na hora de traçar metas tangíveis e novos rumos para o seu negócio.

Além disso, planeje ciclos menores. Principalmente nesse período instável em que estamos vivendo, é preciso errar rápido e acertar rápido, então planeje esses períodos de testes e diferentes cenários.

3. Defina planos de ação

Não adianta nada definirmos as metas e os objetivos do negócio, se não estipularmos os planos de ação e quem serão os responsáveis por cada um deles, certo?!
Um plano de ação é uma forma organizada e que segue uma metodologia definida para definir metas e as atividades que devem ser realizadas. Além disso, ele deve apontar os responsáveis por desenvolver cada uma delas e acompanhar o andamento de um projeto, para que se possa atingir os melhores resultados.
Você pode utilizar uma ferramenta de gerenciamento de processos, chamada de CICLO PDCA para essa definição e acompanhamento dos planos de ação!

4. Execute e seja adaptável

Esta é a fase em que as ações planejadas no Plano de Atividades serão colocadas em prática. Para cada uma delas, deverá ser atribuído o consumo de orçamento previamente calculado, assim como dos recursos humanos e físicos. O executor ou executora, deve analisar a execução de cada uma das atividades porque é nesta etapa que ficarão evidentes os eventuais erros e desvios que poderão prejudicar o andamento do plano.

E por que “ser adaptável”? Lembre-se que nem sempre os planos saem como queremos e é preciso contornar a situação, adaptando-a.

5. Monitore os resultados

De nada adianta planejar e não acompanhar os resultados, não é mesmo?!

É necessário monitorar com frequência o andamento das metas estabelecidas, desde o começo do ano. Não espere que o cenário esteja ruim para começar a medir e testar novas estratégias.

Só com o acompanhamento regular dos resultados é possível conhecer onde a empresa pode melhorar seus custos, reduzir despesas ou aproveitar oportunidades que podem não estar sendo exploradas.

Fale com um especialista da Mais

Já imaginou ter resultados positivos durante o ano todo? Tenha o apoio profissional necessário para decolar os resultados do seu negócio!

Se você quiser conhecer como uma consultoria especializada para o seu negócio, clique aqui.

Executando o PE: níveis estratégico, tático e operacional

Ter um bom Planejamento Estratégico (PE) é primordial para o crescimento contínuo de uma organização. No entanto, o que nem todos sabem é que o PE se desmembra em outros dois planejamentos. Eles são: o tático e o operacional. Dessa forma, para um bom funcionamento da organização é preciso que os níveis estratégico, tático e operacional estejam em sintonia.

Esse artigo tem como objetivo explicar as diferenças entre esses três tipos de planejamento. E ainda exemplificar como eles se alinham para o melhor funcionamento da organização.

Vamos lá?

O que são os planejamentos estratégico, tático e operacional?

Entender o que é cada planejamento é o primeiro passo para garantir o crescimento planejado e constante da sua empresa.

O gráfico abaixo nos dá uma ideia visual de como funciona a hierarquia deles nas organizações:

Estratégico, tático e operacional

Observando a figura, é possível perceber que o nível estratégico está acima dos demais. Sendo assim, é de responsabilidade de menos pessoas.

O nível tático vem logo abaixo, servindo de elo de ligação para os níveis estratégico e operacional.

Enquanto isso, o nível operacional é visto na base da pirâmide. Assim, engloba a maior parte da mão-de-obra de uma organização. Por isso, é o responsável por fazer todos os processos rodarem dentro da empresa.

A seguir explicaremos mais detalhadamente cada um dos níveis de planejamento estratégico, tático e operacional. Vale destacar que, cada um deles necessita de seu próprio planejamento para um bom funcionamento da cadeia produtiva. 

Planejamento Estratégico

Estratégico, tático e operacional

O Planejamento Estratégico é a ferramenta de gestão responsável por fazer os gestores pensarem a longo prazo. Ou seja, se volta sempre para o futuro. É um processo contínuo que visa a tomada de decisões para atingir os objetivos-macros da organização.

Pode-se dizer que o planejamento estratégico serve para organizar uma empresa e evitar que ela apenas “apague incêndios” ou resolva questões superficiais e imediatas. Por isso, é parte do PE o desenvolvimento da missão, visão e valores do negócio. Assim como as metas e objetivos.

Dessa forma, é nesse planejamento que os responsáveis pensam nas melhores estratégias para toda a organização. Logo, funciona como se fossem a cabeça de um grande polvo dando direcionamento para os seus diversos tentáculos.

Além disso, é no nível do Planejamento Estratégico que é definida a alocação ou realocação de recursos da maneira mais eficiente, por exemplo.

Vale destacar que, os planos criados nesse nível são para longo prazo, de 5 a 10 anos, e são de responsabilidade dos cargos mais altos, geralmente CEO, presidência e diretoria.

Como mapear?

No PE é importante levar em conta os fatores internos e externos. Ou seja, deve-se levar em consideração o cenário econômico, a situação dos concorrentes e todos os elementos que podem interferir na sua projeção.

Aqui é interessante fazer uma análise SWOT, que mapeia as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da empresa.

  • S: Stregths  (Forças): vantagens da empresa em relação aos concorrentes.
  • W: Weakness (Fraquezas): desvantagens da empresa em relação aos concorrentes.
  • O: Opportunities (Oportunidades): fatores externos com potencial de ajudar no crescimento da vantagem competitiva da empresa.
  • T: Threats (Ameaças): fatores externos que ameaçam o crescimento da empresa.

Análise SWOT: material gratuito

As forças e fraquezas habitam o ambiente interno da organização. Sendo assim, são considerados controláveis. Enquanto as oportunidades e ameaças dependem de fatores externos. Logo, não são previsíveis.

Dessa forma, é possível pensar estrategicamente nos próximos passos que a empresa vai tomar, sabendo qual cenário ela enfrentará. No Brasil, a Análise SWOT também é chamada de Análise FOFA, pois é a palavra formada quando traduzimos os nomes dos fatores analisados.

O que norteia o seu negócio?

É também no Planejamento Estratégico que são definidos a missão, a visão e os valores da empresa. Sendo:

  • Missão:  objetivo da empresa existir.
  • Visão: onde a empresa quer chegar em um determinado tempo.
  • Valores: princípios que devem ser seguidos por todos os que trabalham na organização para o crescimento da empresa.

Vamos a um exemplo?

A empresa Netshoes tem como missão conectar as pessoas a uma vida com mais estilo e simplicidade. Sua visão é ser referência global em experiência de compras online, e seus valores são: paixão, inovação, sem limites, foco no resultado, olhar de dono, valorização das pessoas, agilidade e simplicidade.

Por serem feitos para um prazo muito longo, as ações propostas devem ser revisadas e atualizada frequentemente, visando a otimização dos resultados.

É importante que os responsáveis pelo PE não estejam envolvidos no planejamento tático e nem no operacional. Dessa forma, conseguirão pensar nas melhores estratégias para a organização.

Planejamento Tático

Estratégica, tático e operacional

Enquanto o Planejamento Estratégico se preocupa em direcionar todas as macro-áreas da organização, o Planejamento Tático é focado em colocar em práticas os planos de ação para alcançar os objetivos de longo prazo do PE. 

Ele é o planejamento pensado a nível departamental. Ou seja, delineia os objetivos de forma setorizada, para que cada time dentro da empresa atinga seus próprios objetivos. Assim,  impacta diretamente nas metas globais com a colocação de planos concretos em ação.

Os responsáveis por esse nível são os gerentes das equipes e seus objetivos têm prazo médio para serem postos em prática, geralmente entre 1 a 3 anos.

É importante que cada departamento saiba exatamente qual é a sua missão e como pode contribuir para o bom andamento da organização.  Além disso, é o principal fator de sucesso para alcançar os objetivos gerais de uma corporação. 

Como estipular metas setorizadas?

Para estipular metas é preciso ter uma metodologia para defini-las. Uma muito simples e de fácil utilização é a 5W2H. Você pode saber como usar essa metodologia em outro conteúdo do nosso site, clicando aqui. Além disso, ela também pode ser empregada no próximo nível de planejamento.

Vale ressaltar que o nível tático é a ponte entre o nível estratégico e o operacional, que falaremos a seguir.

Planejamento Operacional

Estratégico, tático e operacional

O nível operacional é executado pela equipe de profissionais na empresa em sua rotina diária. Assim, tem como objetivo colocar em prática o que foi proposto no Planejamento Tático em um curto período de tempo (geralmente entre 3 meses e 1 ano).

É no Planejamento Operacional que são definidos os métodos e processos que deverão ser utilizados para a execução da tarefa.

Ele está focando no “o que fazer” e no “como fazer” as tarefas rotineiras da organização. Aqui entra também a metodologia 5W2H para essas definições. Em linhas gerais, o Planejamento Operacional objetiva garantir que tudo seja feito dentro dos padrões estipulados pela empresa.

É nele que também são definidos os responsáveis por cada tarefa, os prazos, além dos recursos financeiros necessários para a execução de cada um das atividades descritas. 

Geralmente nesse nível são criados planos de ação, fluxogramas, checklists e cronogramas, que auxiliam na realização dos trabalhos.

O que é cada um desses conceitos?

  • Plano de ação: documento que planeja todas as ações necessárias para atingir uma meta ou resolver um problema.
  • Fluxograma: gráfico que representa o fluxo de procedimentos que devem ser seguidos para alcançar um objetivo final.
  • Checklist: lista com tudo o que deve ser considerado para a realização de um determinado trabalho.
  • Cronograma: documento que mostra quando cada tarefa deve ser executada e seus deadlines.

O Planejamento Operacional foca na eficiência do trabalho e nos meios de maximizar as entregas. Enquanto o estratégico e tático focam no lugar em que a organização deseja chegar.

É importante entender que os planejamentos estratégicos, tático e operacional precisam estar em sintonia para que a empresa continue avançando.

Resumindo a relação entre os planejamentos estratégico, tático e operacional

A empresa define os objetivos estratégicos no Planejamento Estratégico, os subdivide em objetivos práticos para cada setor no Planejamento Tático e cria planos de ação para os objetivos operacionais no Planejamento Operacional.

Agora que você já entende as diferenças entre os níveis estratégico, tático e operacional, que tal entender melhor como a estratégia corporativa pode beneficiar seu negócio? Saiba tudo no nosso artigo sobre o assunto.

Precisa de uma consultoria para te ajudar a alavancar seu negócio? Conheça os serviços de Estratégica, Qualidade, Otimização de Processos e Gestão Financeira da Mais Consultoria, clique no banner abaixo e converse com um de nossos consultores para ter uma proposta personalizada para as suas necessidades.

Contato Mais Consultoria