Quais são as diferenças entre modelo e plano de negócio?

Você sabe qual a diferença entre modelo e plano de negócio? Apesar de terem nomes muito parecidos, eles são completamente diferentes, mas extremamente complementares!

Enquanto o modelo de negócio é a base, a ideia original de sua empresa, o plano é a sua estrutura, a descrição geral de como sua empresa funciona. O plano de negócio é um documento escrito, que contém tudo sobre a empresa, inclusive o detalhamento do modelo de negócios.

Antes disso, é importante entender os respectivos significados desses termos para que você possa entender suas semelhanças e diferenças e em qual estágio do negócio você deve prestar atenção a cada termo. Continue a leitura!

O Plano de Negócio

O Plano de Negócio (também conhecido como Business Plan) é o método mais tradicional usado há dezenas de anos para explicar novas empresas!

Normalmente, é um arquivo em Word/PDF que contém descritivamente todas as áreas do negócio, como:

a) Descrição dos Produtos e Serviços
b) Análise da Concorrência
c) Estratégia de Marketing
d) Segmento de Clientes
e) Distribuição Societária
f) Classificação Tributária
g) Estrutura Organizacional
h) Projeção Financeira e de Retorno

A última coisa a notar é que o plano de negócios é baseado em uma ideia de negócio, geralmente relacionada às habilidades técnicas do empresário. Em outras palavras, todo o plano foi desenvolvido para “provar” que a ideia é comercializável, financeiramente viável!

O foco do plano de negócios é fornecer aos executivos, investidores e outras partes interessadas uma visão abrangente e detalhada da situação do negócio. Este é um documento de extrema importância para a busca de empréstimos, fontes de financiamento e investimentos, viu?!

O plano é uma ferramenta vital que não só deve ser revisado regularmente quando a empresa abre, mas também deve ser revisto regularmente para a expansão e manutenção da empresa.

O Modelo de Negócio

Já o Modelo de Negócio (também conhecido como Business Model) é uma ferramenta nova desenvolvida pelo consultor Alexander Osterwalder em 2008

O modelo de negócios representa como a empresa cria e entrega valor aos clientes. Isso é feito estruturando os elementos e etapas que tornam sua empresa única e demonstrando “como” o trabalho é feito.

Dentre algumas das possibilidades de elaboração de modelos de negócios, a mais conhecida é por meio de um método denominado Canvas.

O Canvas é uma ferramenta visual, muito simples, essencial para qualquer tipo de empresa. Ele ajuda a identificar a maneira  como a empresa consegue criar, entregar e capturar o valor. É por meio da ferramenta que o Empreendedor fará uma reflexão identificando se existe uma conexão entre as partes, formando um sistema.

Essa ferramenta o ajudará na fase de análise das oportunidades de mercado que os empreendedores pensam. Com ele, é possível entender a natureza do negócio, não o planejamento.

No Modelo de Negócio, é o momento de expor de maneira bastante clara e direta a proposta de valor da empresa. Isso é realizado por meio de um quadro, formado por 9 blocos:

  1. Proposta de valor
    o que é que vou entregar? qual o diferencial? qual a inovação na atividade que vai gerar ganho
  2. Para quem
    Público-alvo que se pretende atingir
  3. Como
    Qual a dinâmica do negócio, operação, possíveis parcerias
  4. Quanto
    fonte de receita, de que maneira o negócio vai se monetizar

Diferença: Modelo e Plano de Negócio

A essa altura, você deve ter percebido que esses dois processos são particularmente importantes, mas em geral são completamente diferentes. Por outro lado, um plano de negócios é um documento detalhado que pode comprovar sua viabilidade para você e para o futuro relacionado ao seu negócio.

Isso é feito por meio de análises de mercado, econômicas e de processos. Por outro lado, um modelo de negócio é um documento com vieses visuais e práticos, para que qualquer pessoa possa entender seu negócio de uma perspectiva macro, mesmo em novos projetos dentro do seu escopo de negócios.

É verdade: toda empresa tem um plano de negócios, mas pode ter vários modelos de negócios, cada um deles separado pelo tipo de entrega.

Ambas as ferramentas são eficazes e interessantes quando se trata de construir um negócio.

Um pode aprofundar mais dados e mostrar caminhos que podem ser explicados a outros, enquanto o outro é mais flexível e permite que outras visões auxiliem na execução de propostas e discussões entre parceiros e funcionários.

Em suma, o modelo de negócio é a ideia de como você pretende ganhar dinheiro, já o plano de negócio é exatamente como você planeja fazer isso.


Construir um novo negócio do zero não é uma tarefa nada fácil. No entanto, um bom começo pode evitar problemas que possam surgir no futuro. Dessa forma, você garante previsibilidade e avaliacuidadosamente a viabilidade de novos projetos.

A Mais Consultoria Jr. pode te ajudar!

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5 dicas para planejar o início do ano na sua empresa

O final do ano é a melhor época para colocar as coisas em ordem, ou seja, começar a planejar o início do ano na sua empresa e iniciar o ano seguinte com as energias recarregadas!

Começar o planejamento do negócio com antecedência é condição essencial para melhorar a lucratividade de qualquer empresa, independente do setor de atuação ou porte.

Segundo o IBGE, no Brasil, quase metade das empresas fecha em três anos por falta de planejamento.

Além disso, os momentos de crises reforçam a importância do planejamento. Uma grande crise pode ser totalmente imprevista. Então imagine passar por ela sem controle do que vem sendo feito na sua operação e sem o norte que o planejamento estratégico dá para o futuro?!

Todo início de ano é muito importante ter uma estratégia planejada para se seguir bem ao longo do caminho. Sendo assim, trouxemos 5 dicas que vão ajudar, e muito, no começo de ano da sua empresa.

Como fazer o planejamento de sua empresa para o próximo ano

 

  1. Faça uma análise do último ano

Não estamos falando só daquele já conhecido: balanço financeiro. (Também muito importante!)

Você deve tirar um tempo para fazer uma retrospectiva e relembrar todas as ações que deram certo e errado, os produtos mais e menos vendidos e os investimentos com maior e menor retorno.

Essa análise vai te ajudar a definir no que apostar novamente, no que é preciso melhorar e como executar, pra não errar novamente no próximo ano.

Entenda de uma vez, para mudar o atual cenário é preciso verificar como foi o cenário anterior e para que isso aconteça é necessário ter uma avaliação detalhada sobre o seu negócio.

Esse diagnóstico costuma explicar suas métricas, os erros, os acertos, o lucro, quais foram os pontos que geraram resultados e quais foram os obstáculos enfrentados ao decorrer do último ano.

2. Trace metas e objetivos

Coloque no papel quais são os objetivos da empresa para o próximo ano. Desde metas financeiras e de vendas até indicadores mais internos de cada setor, defina onde você pretende chegar.

Atenção: esses números não podem ser inseridos aleatoriamente, por isso a etapa acima é importante. Ela te guiará na hora de traçar metas tangíveis e novos rumos para o seu negócio.

Além disso, planeje ciclos menores. Principalmente nesse período instável em que estamos vivendo, é preciso errar rápido e acertar rápido, então planeje esses períodos de testes e diferentes cenários.

3. Defina planos de ação

Não adianta nada definirmos as metas e os objetivos do negócio, se não estipularmos os planos de ação e quem serão os responsáveis por cada um deles, certo?!
Um plano de ação é uma forma organizada e que segue uma metodologia definida para definir metas e as atividades que devem ser realizadas. Além disso, ele deve apontar os responsáveis por desenvolver cada uma delas e acompanhar o andamento de um projeto, para que se possa atingir os melhores resultados.
Você pode utilizar uma ferramenta de gerenciamento de processos, chamada de CICLO PDCA para essa definição e acompanhamento dos planos de ação!

4. Execute e seja adaptável

Esta é a fase em que as ações planejadas no Plano de Atividades serão colocadas em prática. Para cada uma delas, deverá ser atribuído o consumo de orçamento previamente calculado, assim como dos recursos humanos e físicos. O executor ou executora, deve analisar a execução de cada uma das atividades porque é nesta etapa que ficarão evidentes os eventuais erros e desvios que poderão prejudicar o andamento do plano.

E por que “ser adaptável”? Lembre-se que nem sempre os planos saem como queremos e é preciso contornar a situação, adaptando-a.

5. Monitore os resultados

De nada adianta planejar e não acompanhar os resultados, não é mesmo?!

É necessário monitorar com frequência o andamento das metas estabelecidas, desde o começo do ano. Não espere que o cenário esteja ruim para começar a medir e testar novas estratégias.

Só com o acompanhamento regular dos resultados é possível conhecer onde a empresa pode melhorar seus custos, reduzir despesas ou aproveitar oportunidades que podem não estar sendo exploradas.

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Mapeamento de Processos: otimize o desempenho dos processos da sua empresa

O que é o Mapeamento de Processos?

Para começar a falar sobre Mapeamento de Processos, primeiro temos que entender o que é um “Processo”, que tem como definição:

Uma sequência contínua de fatos ou operações com início, meio e fim, que tomam um insumo (input) e o transformam para criar um resultado (output). Essas operações normalmente se reproduzem com uma certa regularidade.

O mapeamento de processos é uma ferramenta de gerenciamento e comunicação, sendo muito usada pelas empresas. O objetivo desse mapeamento é fazer com que elas entendam de forma objetiva e prática suas operações.

Isso é feito através da identificação e da disposição visual da sequência das tarefas que fazem parte de um processo e de outros elementos que se relacionam com esse fluxo de trabalho. Ou seja, o mapeamento é a identificação e representação das tarefas de um processo e seu fluxo.

Muitas vezes, as empresas perdem tempo e dinheiro tornando uma tarefa mais eficiente sendo que esta sequer é necessária, ou pior, é até mesmo prejudicial para o negócio.

Em geral, as empresas executam diversas tarefas sem um propósito claro ou um objetivo bem definido. Assim, não sabem exatamente como essa tarefa realmente pode impactar na cadeia de produção. Elas acabam colocando muito esforço para realizar algumas tarefas, sem saber se elas realmente agregam valor no produto final.

Em muitas empresas existem diversas funções padronizadas e enraizadas na cadeia produtiva que são de baixo valor e que nem deveriam ser feitas! Muita das vezes elas atrapalham outras atividades de maior importância e prioridade.

Além dessa falta de foco e priorização, a inexistência dessa visão de todos os processos ainda pode causar:

  • retrabalho nas atividades;
  • prazos não cumpridos;
  • custo dos processos maiores;
  • desgaste e desmotivação na equipe;
  • dúvidas constantes sobre o que fazer no processo.

Então, como é possível evitar essas situações na sua empresa?

Os principais objetivos do mapeamento de processos em uma empresa são:

  • Entender como os processos funcionam;
  • Produzir documentação padrão sobre o processo: assim qualquer profissional que entre no cargo ou necessite trabalhar com determinada atividade conseguirá entender as etapas envolvidas e sua complexidade;
  • Realizar melhorias no processo;
  • Garantir que cada um dos processos sejam executados da melhor forma possível;
  • Proporcionar mudanças detalhadas no processo.

Vantagens do mapeamento de processos

Quando os processos de uma empresa estão mal estruturados o desempenho dela é colocado em risco. Além das desvantagens já citadas, existe ainda a possível dependência do processo em relação a um determinado funcionário. Esse fator traz dificuldades para a empresa quando este se ausenta por alguma enfermidade ou férias, por exemplo).

Para um gestor que desconhece cada etapa dos processos sob sua direção, existe também a dificuldade de monitorar o trabalho e encontrar onde estão os problemas.

Dessa forma, para que a empresa possa realizar as suas atividades da melhor forma possível, é necessário mapear –  identificar, compreender e documentar – seus processos para potencilizar o seu desempenho, especialmente aqueles  relacionados com sua proposta de valor.

Quais as vantagens do mapeamento de processos para o seu negócio?

  • Possibilita identificar os gargalos de produção e remodelar os processos para que se tornem mais eficientes;
  • Relaciona as pessoas que fazem parte do processo. É possível definir funções e tarefas, trazendo mais transparência ao projeto, assim todos conseguem entender como seu trabalho pode impactar no trabalho das outras pessoas;
  • Possibilita a vizualização das possibilidades de automatização de alguma parte ou até mesmo de todo o processo;
  • Facilita controlar os recursos necessários para que o processo consiga cumprir seu objetivo. Assim, é possível garantir que não faltem insumos dentro da cadeia produtiva;
  • Traz visibilidade para as saídas e entradas do processo, sendo assim, possibilita calcular os custos de cada etapa;
  • Permite medir o desempenho dos processos: possibilita a padronização das tarefas – caso o processo seja executado de formas diferentes, dificilmente será possível fazer uma comparação de indicadores, certo?

Através do mapeamento de processos que o gerente consegue ter uma visão realista e sistêmica da sua empresa. Além disso, os profissionais conseguem enteder como o seu trabalho se relaciona com a dos demais. Com toda informação bem estruturada, é possível identificar os gargalos e criar planos de ação para melhorias da produção. Além de possibilitar uma gestão transparente, unificando a linguagem adotada nos processos da empresa.

Além disso, essa prática de identificação e documentação é essencial para aplicação de muitas metodologias de melhoria de processos, como o Lean Manufacturing, o Ciclo PDCA e o Diagrama de Ishikawa. É através de uma representação bem estruturada do processo que surgem as sugestões de melhoria e a aplicação eficaz dessas metodologias.

Como fazer o Mapeamento de Processos

Precisamos levar em conta muitos parâmetros quando elaboramos o mapeamento de processos. Por isso, neste artigo te daremos um passo a passo dessa implementação! É preciso considerar que esses passos podem variar conforme o modelo de negócios da sua empresa, o nível de maturidade dos processos e, ainda, de acordo com as informações já disponíveis sobre as tarefas exercidas pelos departamentos.

Passo a Passo!

  • 1º passo: Determinar o objetivo dos processos;

Em uma empresa, cada processo deve contribuir individualmente para que esta alcance seus objetivos, e os que não contribuírem devem ser eliminados. Deve-se buscar o entendimento de como cada um deles se relaciona e contribui efetivamente para cadeia de valor, de maneira a montar uma lista de prioridade entre os processos.

  • 2º passo: Identificar as entradas e saídas de cada processo;

Podemos conceituar entradas ou “inputs” como os insumos que o processo recebe para poder operar, e as saídas ou “outputs” como aqueles produtos de fato entregues pelas atividades do processo. Tanto as entradas quanto as saídas podem ser algo físico ou não, a entrada para um processo de compras por exemplo, pode ser o “pedido de um cliente”, e a saída, a “entrega do produto”. Identificar estes elementos é importante para se entender a finalidade de cada processo.

  • 3º passo: Identificar os fornecedores e clientes;

Após reconhecer as entradas e saídas do processo, é necessário diferenciar os stakeholders de cada processo, ou seja, os fornecedores, colaboradores e clientes, etc. É fundamental identificá-los para entender a importância e efetividade deles dentro do processo.

  • 4º passo: Identificar os componentes necessários;

É necessário identificar os componentes que cada processo necessita para pegar o “input” e transformá-lo no “output”, ou seja, essa etapa consiste basicamente em compreender e identificar a transformação operada por esse processo.

  • 5º passo: Classificar os processos;

Como dito antes, o mapeamento de processos facilita a priorização destes, possibilitando que a empresa foque nas principais atividades da sua cadeia produtiva. Sendo assim, é muito importante que classificar os processos em diferentes tipos que, geralmente, são:

  • Gestão: Onde está concentrada a estratégia da empresa;
  • Missão: Onde se concentram os processos que suprem as necessidades do cliente;
  • Suporte: Onde concentram os processos que suprem as necessidades internas da empresa;

 

  • 6º passo: Estruturar as regras de negócio e os Handoffs;

As regras de negócios são as restrições que refletem no direcionamento das decisões dentro da empresa. Por exemplo: em um determinado processo se o valor de compra dos materiais for superior a 5.000 reais a compra deve ser necessariamente autorizada pelo diretor financeiro, mas se for inferior pode ser aprovada por um gerente.

Handoff, segundo o BPM CBOK, é qualquer ponto no processo onde o trabalho ou a informação passa de uma função para a outra, ou seja, é basicamente a troca de responsabilidade entre equipes. Por exemplo: se o responsável pelo departamento de gestão de pessoas esquece de verificar com o departamento financeiro se existe alguma demanda passível de desconto na rescisão de um funcionário, isso geraria um prejuízo financeiro para a empresa.

Ao analisar as regras de negócios e os Handoffs é possível encontrar etapas de processos ineficientes. Nessa etapa é muito importante verificar se o que está sendo executado segue a estratégia de negócio da empresa.

  • 7º passo: Documentar os processos;

Após realizar o levantamento das atividades da empresa, é hora de formalizar toda essa estrutura, o que geralmente se faz através de um diagrama gráfico.

O principal documento nesse passo é o diagrama de processos, nele está contido toda a informação necessária para o entendimento das atividades da empresa.

Além disso, nessa etapa é possível relacionar as formas de acompanhamento de desempenho das atividades e começar a identificar as principais possibilidades de melhoria nos processos.

  • 8º passo: Otimizar os processos;

Agora que os processos estão mapeados é possível eliminar ou otimizar os processos, buscando melhorias para o desempenho da empresa.

É importante reconhecer as melhorias que o processo necessita: conflitos, atrasos, obstáculos, ou até mesmo as atividades críticas – que geram maior valor na cadeia produtiva. Além disso, deve-se atentar às atividades finais em que existe contato direto com o cliente, para garantir a melhor experiência possível.

Existem algumas ferramentas de melhoria de processos como a 5W2H, PDCA e Diagrama de Ishikawa. Elas irão ajudar a busca pelas causas dos problemas e pelas possibilidades de melhoria.

Por fim, essas melhorias devem ser aplicadas no processo e, depois, elas devem ser acompanhadas para que o projeto garanta a sua eficácia.

Exemplo de um Mapeamento de Processos

Para conseguir entender bem o exemplo, temos que considerar um ponto importante na construção do mapeamento de processos: a decisão de qual notação utilizar! Dessa forma, toda a equipe precisará saber qual será o padrão de ícones a ser utilizados. Algumas notações utilizadas são a notação Fluxograma e a notação BPMN (Business Process Model and Notation).

Utilizamos o fluxograma quando existem processos mais simples, com menos ícones representativos. Já a notação BPMN é capaz de apresentar os processos complexos de forma clara e intuitiva. É ideal para ser automatizada, de tal maneira que os processos poderiam ser controlados e monitorados fornecendo indicadores de desempenho para ações de melhoria.

Um exemplo de um mapeamento simplificado dos processos de uma pizzaria:

fluxograma de processos de uma pizzaria

 

A notação BPMN é padrão para comunicação no mundo dos negócios e permite que você ilustre os processos de uma forma mais completa.

símbolos da notação BPMN

 

Aqui nós temos um exemplo de documento que mostra o mapeamento de um processo de melhoria de desempenho de trabalho, utilizando a notação BPMN e a ferramenta Bizagi para o mapeamento de processos:

fluxograma de processos de uma empresa

 

As equipes enfrentarão algumas barreiras durante a implementação do mapeamento, como por exemplo:

  • escolher a notação;
  • a resistência dos empregados à mudança;
  • a dificuldade de se expressar de quem executa a tarefa mapeada;
  • a falta de visão dos processos da equipe;
  • a falta de colaboração dos envolvidos.

Um bom projeto de mapeamento, bem implementado, consegue coordenar as partes da empresa para lidar com essas dificuldades. Esperamos que você tenha entendido a importância do mapeamento de processos para a sua organização.

Se você procura para potencializar os resultados da sua empresa através do mapeamento de processos, entre em contato conosco!

Planejamento anual empresarial: por que e como fazer?

Como você vislumbra o seu negócio em 2020? Estabelecer ações, metas, objetivos e prazos para os próximos 12 meses pode ser determinante para a saúde da empresa. Para te ajudar nisso preparamos aqui um passo a passo do planejamento anual empresarial. Acompanhe na leitura.

Por que fazer esse planejamento?

Planejar é evitar imprevistos ou danos. Por isso, independentemente do tipo que seja, é sempre importante para um negócio estar um passo a frente. No caso do planejamento anual empresarial, ele serve como um guia para nortear todas as ações da empresa e garantir que as decisões sejam tomadas estratégicas e assertivas. Além disso, prepara as empresas e incentiva a colaboração por meio de metas. Agora, que sabe da sua importância, acompanhe o passo a passo para fazer o seu planejamento para 2020.

#1 Como sua empresa está hoje?

Para definir o lugar que deseja chegar até o final do próximo ano é preciso saber exatamente onde o seu negócio está hoje. Faça um estudo de forças, fraquezas, ameaças e oportunidades. Nosso material de Matriz Swot pode te ajudar nisso. Clique no banner abaixo e tenha acesso gratuitamente.

Matriz Swot

Além disso, faça uma retrospectiva do ano de 2019. As metas foram batidas? Atingiu seus objetivos? Avalie tudo o que passou para entender a sua situação atual. Nesse momento, é essencial pensar também em estratégias e soluções para o que não deu certo. Dessa forma, o planejamento do próximo ano estará muito mais consistente e realista.

#2 Como está o mercado?

Além de conhecer o seu negócio, o estudo de mercado permite saber o que é possível esperar do próximo ano de forma ampliada. Verifique fatores internos e externos que podem afetar o seu mercado. Assim, se as projeções estiverem promissoras talvez seja o momento ideal para investir e lançar novas ideias. No entanto, se o seu segmento não estiver indo tão bem, é o momento de buscar uma certa estabilidade para manter a empresa com bons resultados.

#3 Lideranças

Para estruturar todo o planejamento é preciso contar com lideranças estratégicas dentro do seu negócio que possuam uma visão detalhada do que acontece no dia-a-dia da empresa. Assim, todos podem sentar juntos para traçar todo o planejamento anual empresarial de forma que ele seja desafiador, mas ainda assim, coerente e realista com a situação do negócio.

#4 Metas e objetivos

Depois de definida a equipe envolvida no planejamento é hora de colocar a mão na massa. Metas e objetivos precisam estar muito claros e, de preferência, serem quantificáveis. Na hora de estipulá-los pense sempre em números. Dessa forma, o progresso se tornará muito mais claro e mensurável.

Mas, para traças metas e objetivos é preciso saber com clareza a diferença entre eles:

Metas: as metas são tarefas específicas para serem executadas dentro de um período de tempo para alcançar os objetivos. Ou seja, é o caminho a ser percorrido.

Objetivos: já os objetivos são os seus propósitos. Ou seja, onde quer se chegar.

Agora que já definimos a diferença entre eles, veja como traçá-los.

As metas podem ser globais ou individuais. Ou seja, estipuladas para serem perseguidas por toda a equipe ou por uma pessoa especificamente.

Vamos a um exemplo de meta: reduzir em 5% os custos para a confecção do produto X. No exemplo a meta é global. Todos os funcionários envolvidos na produção precisam se esforçar, por exemplo, para reduzir o número de produtos defeituosos. Para, dessa forma, garantir que a matéria-prima e tempo de produção não sejam desperdiçados e, consequentemente, diminuir o custo de produção.

Os objetivos também podem ser divididos. São centrais ou complementares. O primeiro seria o grande resultado que se deseja obter até o final do ano. Já o segundo são etapas menores até se atingir o objetivo central. Essas divisões são feitas para que se tenha uma visão mais clara se os objetivos estão sendo cumpridos ao longo do ano.

Um exemplo de objetivo central é: ser a empresa de destaque da região em determinado segmento. Para chegar nesse objetivo muitas metas precisam ser batidas em relação a preço e qualidade, por exemplo.

Metas e objetivos realistas para o seu planejamento anual empresarial

Vale destacar que as projeções precisam ser executáveis, caso contrário podem ter o efeito contrário do pretendido e desmotivar os profissionais envolvidos em cada meta proposta.

#5 Ações

Depois de definir o que se precisa fazer e onde quer chegar é hora de distribuir tarefas e delinear ações. Aqui é preciso definir quem serão os responsáveis por cada meta, quem irá quantificá-las e mensurá-las e ainda quais outras ações podem ser desenvolvidas para alcanças os objetivos.

Um exemplo disso é: se o desejo é diminuir o custo de produção e um grande gargalo são as produções defeituosas, o que pode ser revisto para melhorar isso? Pode ser que o maquinário precise passar por manutenção ou ainda que a equipe precisa de um curso ou capacitação para ter mais afinidade com o manuseio dos equipamentos na hora da produção. Concluindo, invista em pequenas melhorias que podem proporcionar grandes impactos para alcançar seus objetivos.

#6 Orçamento

Para chegar onde se deseja estar, e até mesmo investir nessas melhorias como citadas anteriormente, é preciso planejar também as finanças. Coloque na ponta do lápis todas as despesas e receitas, levanto em consideração custos fixos e variáveis.

Vale lembrar que os investimentos também devem ser previstos. Por exemplo, se for lançar um novo produto ou serviço, tenha em mente disponibilizar uma verba extra para o marketing do mesmo.

#7 Consultoria

Na hora de delinear tudo isso uma consultoria especializada faz toda a diferença. Por isso, conte com a Mais. Há mais de 16 anos no mercado, desenvolvemos projetos nas frentes de gestão financeira, qualidade, estratégia e otimização. Todos esses aspectos tem impacto direto nos objetivos traçados no planejamento anual empresarial. Entre em contato no banner abaixo e saiba como os nossos serviços podem impulsionar o seu negócio.

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