teste

Quanto vale minha empresa?

Conhecer esse valor ajuda os empreendedores a saber o que é preciso para crescer

Você acha que saber o valor do seu próprio negócio só é interessante quando se pretende vendê-lo? Está muito enganado. Buscar responder a pergunta: “Quanto vale a minha empresa?” é uma forma de saber se posicionar frente ao mercado. E, até mesmo, reagir a uma possível proposta de compra do negócio.

Posicionamento estratégico

Ao saber a resposta dessa pergunta o empresário consegue pensar em mecanismos para tornar a empresa mais competitiva e crescer no mercado. Além disso, consegue atrair investidores, vender ações e planejar-se para o futuro.

Valuation: responda a pergunta “Quanto vale minha empresa?”

O termo valuation significa “avaliação de empresas”. Esse cálculo é feito a partir da percepção de mercado para identificar o valor de um negócio. Logo, não tem um valor preciso, já que depende de variáveis muitos fluidas que acompanham as tendências de mercado.

Para o valuation são levados em consideração os valores intangíveis do negócio, como a autoridade de marca e a relevância no mercado relativa ao relacionamento com clientes.

banner-blog

Calculando quanto vale a minha empresa

Independentemente do tamanho do negócio o cálculo de valuation pode ser feito da seguinte forma:

1- Calcula-se o valor de fluxo de caixa (com projeção para os próximos anos).

2- Desconta-se uma taxa correspondente ao risco do investimento (a base é a bolsa de valores).

3- Por último, é preciso trazer os resultados para a realidade atual.

O que há de mais valioso em um negócio pequeno é a projeção daquilo que ele ainda pode se tornar. Por isso, esse cálculo é feito a partir de projeções de mercado do valor que a empresa pode gerar. Esse estudo tem como base projeções em um prazo de 5 anos sobre o caixa da empresa. Depois, subtrai-se um percentual para trazer para o presente esses valores.

E os bens patrimoniais?

Você está se perguntando por que carros, maquinários e imóveis não entram nessa contabilidade? Pois bem, esses itens podem sim ser colocados como parte do valor de um negócio, mas não é o ideal.

Isso porque podem até mesmo desvalorizar a marca, já que em alguns casos é mais vantajoso vender esse tipo de bem para aplicar o dinheiro em inovação no negócio. Por isso, os especialistas não aconselham incluir bens patrimoniais no cálculo, porque não são parâmetros que poderiam fazer a empresa crescer ou se desenvolver perante ao mercado.

Para novas empresas

Se você ainda está começando um negócio é muito difícil fazer o cálculo a partir dos parâmetros mencionados anteriormente. Então, se quer saber quanto vale o negócio para procurar investidores, por exemplo, o ideal é fazer um plano de negócios, que tenha uma sólida base de cálculos para que as projeções sejam realistas.

Fale com a Mais

Precisa de uma ajuda para alavancar o seu negócio? A Mais Consultoria pode fazer uma análise detalha da saúde da sua empresa e implementar melhorias para otimizar seus processos e aumentar a sua receita. São 16 anos de atuação e mais de 200 negócios impactados pelas soluções em estratégia, gestão financeira, otimização e qualidade. Fale com consultor

Gestão financeira empresarial: 3 conceitos essenciais para pequenas e médias empresas

O que é a gestão financeira empresarial? 

A gestão financeira empresarial é um conjunto de decisões estratégicas que norteiam o negócio a longo prazo. Para essa tomada de decisão são avaliados muitos aspectos. É possível citar entre eles o fluxo de caixa, a criação de valor para a empresa e a estrutura de capital. Isso é feito a partir da contabilidade do negócio prioritariamente. Afinal, uma gestão financeira eficiente tem como pressuposto um caixa fechando no verde

Em pequenas e médias empresas é muito comum que os próprios donos façam a parte de gestão de pessoas e também a de gestão financeira. Afinal, a empresa ainda não dispõe de tanto capital para contratação de funcionários. Por isso, hoje apresentamos aqui 3 conceitos que compõem a gestão financeira e que irão te ajudar a entendê-la de forma simplificada para colocar em prática desde já no seu negócio. 

1- Fluxo de caixa 

Ter um controle de fluxo de caixa significa avaliar todas as despesas que devem ser pagas pela empresa ao longo do mês e tudo o que entra de lucro. Esse cálculo deve ser feito periodicamente, a frequência deve ser definida de acordo com as necessidades do seu negócio, pode ser mensal, semanal ou até mesmo diária, dependendo do fluxo de contas que devem ser pagas. 

O importante de fazer esse cálculo é garantir que o dinheiro que está entrando é suficiente para suprir as despesas da empresas nos respectivos dias de vencimento.  Além disso, previne erros de contabilidade e permite saber com clareza qual é o melhor momento para investir em novos equipamentos, contratações e outras questões de melhorias estruturais. 

banner-blog

2- Estrutura de Capital 

Esse conceito diz respeito às formas de conseguir recursos para subsidiar a empresa. Podem ser: fundos próprios (economias do empreendedor), empréstimos de bancos, sócios, investidores, dívidas, etc. 

Ter uma estrutura de capital bem definido é primordial para uma gestão financeira empresarial saudável. De outra forma, os custos da empresa podem ser muito elevados. Como, por exemplo, no caso de ter que pagar mensalmente um valor elevado de prestações de empréstimos. Já que isso o que pode deixar até mesmo o caixa do empreendimento no vermelho. 

3-  Criação de valor para a empresa

Por fim, o último conceito apresentado trata do valor agregado. Ou seja, o quanto o seu produto ou serviço acrescenta em termos de soluções para o consumidor final.

O valor agregado pode se dar por necessidade, como o caso de medicamentos. Isso porque esse tipo de produto é imprescindível para o bem-estar do consumidor. Além disso, é possível citar o valor agregado no sentido de representação. 

Para criar valor para empresa podem ser usadas diferentes estratégias, alinhadas ao marketing, para gerar valor por meio do que o produto ou serviço representam. Por exemplo, um produto feito com matéria-prima ecológica e biodegradável tem algo a mais para oferecer para o seu público. 

O consumidor, por sua vez, se tem como uma preocupação as questões ambientais, estará disposto a pagar um valor mais elevado que a média de mercado ao saber que sua ação contribui para a preservação ambiental. 

A forma de se avaliar o retorno financeiro obtido com essas ações chama-se ROI, em inglês, Retorno Sobre Investimento. 

Conte com especialistas para a sua gestão financeira empresarial

Tendo frentes de atuação sobre três conceitos é possível fazer uma gestão financeira empresarial eficiente para pequenas e médias empresas. Necessita de uma consultoria especializada para colocar esses e outros conhecimentos em prática no seu negócio? Entre em contato conosco. Nós já atendemos mais de 200 empresas.  Além disso, contamos com escopo para executar projetos nos setores de estratégia, gestão financeira, otimização e qualidade. Vamos juntos impulsionar o seu negócio? 

Contanto

Empreender com pouco dinheiro: como é possível?

Empreender com pouco dinheiro é totalmente possível. Isso porque começar um negócio pode depender muito mais de uma boa ideia do que de um alto valor de investimento. Na verdade, iniciar qualquer negócio, deve ser com um valor baixo. Isso porque é preciso primeiro testar a viabilidade do produto ou serviço a ser ofertado. Ou seja, antes mesmo de colocar todas as economias no empreendimento e correr o risco de perdê-las. Por isso, confira as dicas para empreender com pouco dinheiro e comece o seu negócio de forma segura. 

5 dicas para empreender com pouco dinheiro

Para começar pequeno 

A melhor forma de colocar sua ideia de negócio em prática com baixo valor de capital é explorar as possibilidades do online. Se você tem pretensão de ter uma loja física, por exemplo, por que não começar com um e-commerce? Dessa forma, evita gastos de manutenção como conta de luz, água e aluguel. 

Vale lembrar que os custos de produção e manutenção de um site não reduzidos. Para quem tem muito pouco dinheiro, e muita disposição, é possível começar com o “faça você mesmo” cuidando de redes sociais, montagem do site, produção das fotos do produto, etc.  

Torne-se um bom vendedor 

Outro aspecto importante para garantir o sucesso do empreendimento é que o seu idealizador seja também um bom vendedor. Isso porque, quando o negócio tem como escopo um produto, é preciso testar a aceitação dele no mercado. Essa é a hora do dono da ideia bater perna de porta em porta e tentar vender as primeiras edições do seu produto. 

Já se o escopo do negócio for um serviço, o empreendedor deve vender, literalmente, a sua ideia e as soluções que ela proporciona. Não apenas no estágio inicial, mas durante toda a sua carreira, como na hora de prospectar investidores e falar sobre seu projeto em feiras de negócios, etc. 

Microempreendedor Individual (MEI) 

O início de um negócio com pouco dinheiro começa sempre na informalidade. Na estrutura da própria casa, o empreendedor fazendo por si próprio ou com uma equipe bem reduzida, etc. Na hora de começar a alavancar o projeto, quando ainda está em pequenas proporções, é possível contar com a legislação de MEI

A categoria foi criada por meio da Lei nº 128/08. Ela concede a isenção das taxas de legalização e reduz os tributos devidos pelos empreendimentos, fazendo com que seja mais fácil se tornar um Microempreendedor Individual.

Dessa forma, é possível regularizar a situação do empreendimento de forma facilitada. Essa categorização proporciona infraestrutura para profissionais, que antes ficavam na informalidade ou contribuindo como autônomos no INSS. Com o MEI é possível tirar notas fiscais e ter os direitos trabalhistas garantidos. E ainda conta com a possibilidade de contratação de mais um profissional para integrar a equipe da empresa. 

Reduza custos

Busque capacitação 

Antes mesmo de bater de porta e porta, invista em conhecimento! Seja em um curso superior ou em leituras por conta própria, pesquisas sobre o mercado, cursos para empreendedores, tudo isso irá te ajudar a desenvolver melhor a sua ideia de produto e serviço. Além disso, é uma forma de ir para o mercado já com um conhecimento prévio do que esperar dele.  

De acordo com a GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o Brasil chegou a 38% na TTE (Taxa de Empreendedorismo Total) em 2019. Isso corresponde a 52 milhões de brasileiros. Os números tendem a aumentar, por diversos fatores, sobretudo a crise econômica e a falta de oportunidade em cargos de trabalho formais (principalmente para os jovens). 

Ou seja, são muitas pessoas tentando inovar e colocar novas ideias no mercado. O que é muito positivo para a sociedade como um todo. Mas, isso também significa que a concorrência é enorme, bem como a chance de o negócio não dar certo. Por isso, invista tempo de estudo para estruturar seu negócio antes mesmo de investir dinheiro nele e procure ajuda! Você pode obter muito conhecimento gratuito, como no portal do Sebrae e em materiais gratuitos disponibilizados aqui no nosso site. 

Mais Consultoria

Vamos alavancar juntos o seu negócio? Quando chegar o momento correto sua empresa pode contar com um serviços oferecidos pela Mais Consultoria. Nós temos como foco pequenas e médias empresas de Juiz de Fora e região. Proporcionamos soluções inteligentes e fáceis de serem executadas para melhorar o negócio em diversos aspectos. Fale com consultor

Como administrar uma empresa: guia para iniciantes

O número de empreendedores no Brasil cresce a cada dia. Só no primeiro trimestre deste ano houve um aumento de abertura de empresas de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dessas, cerca de 80% corresponde a negócios de MEIs (microempreendedores individuais). São os dados da pesquisa da Boa Vista baseada no levantamento da Receita Federal. Se você é um dos novos empreendedores do país veja os 5 principais tópicos sobre como administrar uma empresa.

Os 5 principais tópicos sobre como administrar uma empresa

1 – Estude e preveja

Lupa sobre papeis com gráficos representando o tópico "Estude e preveja" do artigo "Como administrar uma empresa?"

A primeira dica para administrar uma empresa, independentemente de seu tamanho, é o estudo de mercado e conjuntura. É muito importante oferecer um bom serviço, ter uma boa comunicação e outros desses tópicos que serão falados adiante. Mas, sobretudo, é essencial não ser surpreendido por mudanças no mercado ou problemas internos.

Muitos imprevistos podem acontecer, desde um funcionário ficar doente, até a inflação econômica afetar todo o Brasil. Dessa forma, o segredo para não ter prejuízos ou mesmo quebrar nessas situações adversas é ter um bom planejamento.

Bons resultados são fruto de atitudes preventivas nessas situações. Sabemos que não é possível prever os problemas, mas o que define o futuro do negócio é a forma como o gestor se posiciona e se desvencilha dos imprevistos.

2 – Finanças: parte fundamental sobre como administrar uma empresa

Todo negócio precisa de um rigoroso controle de fluxo de caixa. É a partir de seus indicadores que é possível precificar produtos e serviços de forma adequada. Além disso, com o controle do caixa faz-se uma contabilidade precisa de pagamentos de fornecedores e colaboradores e analisa-se o que tem sido mais lucrativo para o negócio, entre tantos outros aspectos.

A longo prazo, um bom controle financeiro possibilita o investimentos para otimização de processos.  Por exemplo, com a aquisição de maquinário, ferramentas e implementação de novos produtos e serviços.

Funcionários sentados em volta de uma mesa trabalhando. Banner para o guia de redução de custos

3 – Comunicação e marketing

A comunicação interna do negócio é importante para que todos os colaboradores entendam as decisões e diretrizes da empresa. Dessa forma, os profissionais de sentem integrados ao ambiente de trabalho e valorizados. Além disso, uma comunicação interna bem estruturada evita mal entendidos e contribui para a melhoria constante de processos e entregas.

Já o plano de marketing é o responsável por ditar as ações e posicionamentos da marca frente ao mercado. É também essa parte do negócio que faz os estudos de tendências do setor para antecipar as novidades na empresa e mantê-la competitiva. A captação de novos clientes por meio da definição de perfil, públicos-alvo e publicidade direcionadas também fica a cargo do marketing. Se a gestão financeira é fundamental para as contas fecharem no fim do mês, o marketing é essencial para trazer novos clientes e não deixar a marca estagnar em relação à concorrência. 

4 – Produtividade e processos

A produtividade está relacionada com fazer mais em menos tempo e gastando menos recursos. Para isso, a parte de tecnologia e técnica precisam estar em constante atualização e manutenção. Mas, sobretudo o investimento em um ambiente agradável para os colaboradores é parte essencial da produtividade. Isso porque uma empresa é feita por pessoas, a satisfação do público interno faz com que todo o time trabalhe engajado em prol dos objetivos do negócio. Ou seja, tenha atenção não apenas na tecnologia, mas nas pessoa que trabalham com você. 

Além disso, todos os processos do negócio precisam estar integrados para não haver ruídos na comunicação e garantir que todos os produtos e serviços sejam entregues com rapidez e excelência. Por exemplo, quando o comercial faz uma venda o financeiro e o setor de estoque precisa estar cientes disso para agilizar os demais procedimentos que envolvem essa transação. Dessa forma, por menor que seja a sua empresa, invista na integração de processos e em uma comunicação interna eficiente. 

5 – Consultoria especializada

Para implantar e otimizar todos os processos mencionados anteriormente você deve  pensar em investir uma consultoria especializada. A Mais Consultoria atua em Juiz de Fora e região do entorno há 16 anos. A empresa oferece soluções inteligentes e ágeis para melhorar as entregas da empresa. Para isso faz um estudo detalhado dos processos para identificar gargalos e implantar estratégias que impactam os negócios e seus resultados.

Banner para página de contato do artigo "Como administrar uma empresa?"

Custo direto e indireto: diferenças e como controlá-los em pequenas e médias empresas

Para precificar produtos e serviços é preciso saber os valores gastos para toda a produção e funcionamento da empresa. Dessa forma, é possível calcular corretamente a margem de lucro e manter o negócio em pleno funcionamento. Entenda agora o que é custo direto e indireto e a importância do controle sobre esses valores.

O que é custo direto e indireto? 

O custo direto são os gastos associados à fabricação do produto vendido ou da mão de obra, no caso de prestação de serviços.

Por exemplo, se a sua empresa vende doce de leite, seus custos diretos são: a matéria-prima, como o leite; o plástico para as embalagens do produto; e assim por diante. Mas, se o seu negócio vende serviços, como manutenção predial, o seu custo direto é a mão de obra dos profissionais da equipe e todos os encargos relacionados à previdência social dos mesmos.

Resumindo, tudo que seja objetivamente ligado à entrega final do seu produto e/ou serviço é considerado um custo direto.

Gestão de produção

Já os custos indiretos são necessários para o pleno funcionamento da cadeia produtiva, mas não diretamente relacionado ao produto final. Por não serem diretos, é preciso fazer uma matemática detalhada para estabelecer critérios de rateio e alocar esses custos na hora de precificar o produto final do seu negócio.

São exemplos de custo indireto a energia elétrica usada para o funcionamento das máquinas, setores da empresa como parte administrativa e, no caso dos serviços, peças e maquinário necessário para executar o trabalho etc.

Rateio de custos

O rateio de custos é feito pelo setor contábil da empresa. Com ele é possível conhecer detalhadamente quanto cada setor da empresa gasta proporcionalmente do montante de gastos. Veja as duas principais formas de cálculo de rateio.

  • Por faturamento: esse tipo de rateio leva em consideração a rentabilidade de cada produto e/ou serviço no faturamento mensal do negócio.
  • Por custo indireto: aqui aplicá-se o valor dos custos indiretos sobre cada produto.

Importância de diferenciar esses custos nas pequenas e médias empresas

Uma gestão financeira eficiente e o crescimento do negócio depende da precificação correta desses custos. Isso porque entender os gastos e tê-los estabelecidos de forma rigorosa ajuda a entender os processos da empresa. Assim, é possível incrementar estratégias que contribuam para o maior aproveitamento e melhores resultados no negócio.

Algumas vantagens de diferenciar esses custos:

Custo direto e indireto

  • Planejar os próximos passos da empresa.
  • Precificação de forma mais precisa.
  • Enxergar oportunidades de diminuir os custos.

Precisa de ajuda?

Agora que você já entendeu a diferença entre custo direto e indireto que tal uma assessoria na hora de calcular esses valores? A Mais Consultoria atua na cidade de Juiz de Fora e região do entorno com o objetivo de realizar projetos que geram redução de custos, aumento de produtividade e aumento de vendas para seus clientes. 

A empresa já entregou mais de 200 projetos de sucesso, contribuindo para a melhoria dos processos das empresas atendidas. Entre em contato no banner abaixo e faça uma avaliação com um dos consultores.

Fale com um consultor

Empresa Familiar: dicas e cuidados necessários para uma boa gestão

No Brasil, 52% das micro e pequenas empresas são familiares. (Pesquisa Sebrae 2017)

O pilar das empresas familiares é ter como colaboradores os próprios membros do grupo familiar. Essa característica pode ser positiva, pela questão de ter pessoas de confiança trabalhando na equipe e com um forte vínculo emocional com o projeto. Este aspecto também pode ter seu lado negativo. Entre os malefícios, estão:

– Ter as decisões baseadas pelas emoções.
– Mistura de finanças da empresa com a da família.
– Profissionais com pouca capacitação.

Veja agora as dicas e cuidados necessários para gerir sua empresa familiar.

Processos de padronização com profissionais qualificados

As empresas familiares normalmente são fundadas com poucos recursos e, por isso, seu membros desempenham muitas funções ao mesmo tempo. No entanto, quando o negócio começa a crescer é preciso ter como prioridade a contratação de mão de obra qualificada para exercer cada função. Marketing, RH, gestão e tantos outros ramos que não podem ficar defasados com o aumento da relevância da marca no mercado.

Além disso, é nesse ponto que os familiares, sobretudo os que ocupam cargos de chefia, precisam começar a alinhar a forma de gestão e perspectivas futuras. Um negócio familiar tem muitas chances de dar errado devido a brigas internas.

Fala com um consultor

Crescimento profissional e direitos trabalhistas

A empresa familiar conta com profissionais que são do próprio grupo familiar e isso pode ter duas consequências ruins. Há os casos em que a empresa não segue a risca as leis trabalhistas, faz tudo de “improviso”.  O que é muito prejudicial para o trabalhador e seus direitos junto à Previdência Social, como férias e aposentadoria.  Mesmo nos pequenos negócios é importante que tudo seja feito dentro das normas e leis vigentes no país. Assim evita-se problemas para a empresa e prejuízos para os colaboradores.

Também é preciso ter em mente que os membros do grupo familiar precisam se capacitar tanto quanto ou até mais que os demais colaboradores. A perspectiva de “já ter a vaga garantida” pode ser sinônimo de estagnação na busca por conhecimentos e melhora na entrega de resultados dentro da empresa. Ou seja, é importante motivar todos os colaboradores, do grupo familiar ou não, para crescer dentro da empresa, buscar especializações e capacitações. A empresa pode motivas os profissionais com a oferta de cursos e workshops, incentivos financeiros e flexibilização de horas para que os colaboradores se dediquem as estudos.

Sucessão em empresa familiar

O momento de mudar a chefia é um quesito nas empresas familiares que pode ser muito bem aproveitado.  As gerações mais novas assumindo a empresa familiar podem trazer novas ideias. Além de implementar conhecimentos e técnicas modernas para fazer a marca crescer.

No entanto, para que essa sucessão seja estabelecida com sucesso é importante estruturar um plano de sucessão. E ainda, ter em mente que o jovem pode ter outras aptidões e não ter vontade e interesse de gerir o negócio da família. Por isso, é essencial estruturar desde sempre esse futuro da gestão da organização. No Brasil, de acordo com a última pesquisa realizada pela PwC (2016), apenas 19% das empresas familiares do Brasil tinham plano de sucessão.

Pra que serve plano de sucessão?

  • Manter o pleno funcionamento da empresa e fazer uma transição tranquila para os demais colaboradores, investidores e mercado.
  • Transparência do processo.
  • Ter profissionais cada vez mais capacitados para assumir os devidos cargos.
  • Metas a curto, médio e longo prazo.


Financiamento para as empresas familiares

Para expandir o negócio é preciso investimento de capital. Nas empresas familiares, muitos optam por por utilizar o próprio dinheiro para estimular o crescimento da empresa. Dessa forma, não dependem de financiamento dos banco e investidores. No entanto, esse é um grande risco. Se algo der errado com a empresa, toda a família fica desamparada. O ideal é que se atinja um equilíbrio entre o investimento próprio e o feito por terceiros. E dessa forma, manter um  nível de crescimento seguro para o negócio.

Leia também: 5 dicas de controle financeiro para pequenas empresas

Precisa de ajuda com a gestão dos processo da sua empresa familiar? Entre em contato com os nossos consultores. Os projetos da Mais Consultoria abordam as áreas de Gerência da Produção, Gerência Financeira, Estratégia e Organização e Qualidade, contribuindo com soluções inteligentes para negócios.  Entre em contato aqui.

 

Executando o PE: níveis estratégico, tático e operacional

Ter um bom Planejamento Estratégico (PE) é primordial para o crescimento contínuo de uma organização. No entanto, o que nem todos sabem é que o PE se desmembra em outros dois planejamentos. Eles são: o tático e o operacional. Dessa forma, para um bom funcionamento da organização é preciso que os níveis estratégico, tático e operacional estejam em sintonia.

Esse artigo tem como objetivo explicar as diferenças entre esses três tipos de planejamento. E ainda exemplificar como eles se alinham para o melhor funcionamento da organização.

Vamos lá?

O que são os planejamentos estratégico, tático e operacional?

Entender o que é cada planejamento é o primeiro passo para garantir o crescimento planejado e constante da sua empresa.

O gráfico abaixo nos dá uma ideia visual de como funciona a hierarquia deles nas organizações:

Estratégico, tático e operacional

Observando a figura, é possível perceber que o nível estratégico está acima dos demais. Sendo assim, é de responsabilidade de menos pessoas.

O nível tático vem logo abaixo, servindo de elo de ligação para os níveis estratégico e operacional.

Enquanto isso, o nível operacional é visto na base da pirâmide. Assim, engloba a maior parte da mão-de-obra de uma organização. Por isso, é o responsável por fazer todos os processos rodarem dentro da empresa.

A seguir explicaremos mais detalhadamente cada um dos níveis de planejamento estratégico, tático e operacional. Vale destacar que cada um deles necessita de seu próprio planejamento para um bom funcionamento da cadeia produtiva. 

Planejamento Estratégico

Estratégico, tático e operacional

O Planejamento Estratégico é a ferramenta de gestão responsável por fazer os gestores pensarem a longo prazo. Ou seja, se volta sempre para o futuro. É um processo contínuo que visa a tomada de decisões para atingir os objetivos-macros da organização.

Pode-se dizer que o planejamento estratégico serve para organizar uma empresa e evitar que ela apenas “apague incêndios” ou resolva questões superficiais e imediatas. Por isso, é parte do PE o desenvolvimento da missão, visão e valores do negócio. Assim como as metas e objetivos.

Dessa forma, é nesse planejamento que os responsáveis pensam nas melhores estratégias para toda a organização. Logo, funciona como se fossem a cabeça de um grande polvo dando direcionamento para os seus diversos tentáculos.

Além disso, é no nível do Planejamento Estratégico que é definida a alocação ou realocação de recursos da maneira mais eficiente, por exemplo.

Vale destacar que, os planos criados nesse nível são para longo prazo, de 5 a 10 anos, e são de responsabilidade dos cargos mais altos, geralmente CEO, presidência e diretoria.

Como mapear?

No PE é importante levar em conta os fatores internos e externos. Ou seja, deve levar em consideração o cenário econômico, a situação dos concorrentes e todos os elementos que podem interferir na sua projeção.

Aqui é interessante fazer uma análise SWOT, que mapeia as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças daquela empresa.

  • S: Stregths  (Forças): vantagens da empresa em relação aos concorrentes;
  • W: Weakness (Fraquezas): desvantagens da empresa em relação aos concorrentes;
  • O: Opportunities (Oportunidades): fatores externos com potencial de ajudar no crescimento da vantagem competitiva da empresa;
  • T: Threats (Ameaças): fatores externos que ameaçam o crescimento da empresa.

Matriz SWOT

As forças e fraquezas habitam o ambiente interno da organização. Sendo assim, são considerados controláveis. Enquanto as oportunidades e ameaças dependem de fatores externos. Logo, não são previsíveis.

Dessa forma, é possível pensar estrategicamente nos próximos passos que a empresa vai tomar, sabendo qual cenário ela enfrentará. No Brasil, a Análise SWOT também é chamada de Análise FOFA, pois é a palavra formada quando traduzimos os nomes dos fatores analisados.

O que norteia o seu negócio?

É também no Planejamento Estratégico que são definidos a missão, a visão e os valores da empresa. Sendo:

  • Missão:  objetivo da empresa existir;
  • Visão: onde a empresa quer chegar em um determinado tempo;
  • Valores: princípios que devem ser seguidos por todos os que trabalham na organização para o crescimento da empresa.

Vamos a uma exemplo?

A empresa Netshoes tem como missão conectar as pessoas a uma vida com mais estilo e simplicidade. Sua visão é ser referência global em experiência de compras online, e seus valores são: paixão, inovação, sem limites, foco no resultado, olhar de dono, valorização das pessoas, agilidade e simplicidade.

Por serem feitos para um prazo muito longo, as ações propostas devem ser revisadas e atualizada frequentemente, visando a otimização dos resultados.

É importante que os responsáveis pelo PE não estejam envolvidos no planejamento tático e nem no operacional. Dessa forma, conseguirão pensar nas melhores estratégias para a organização.

Planejamento Tático

Estratégica, tático e operacional

Enquanto o Planejamento Estratégico se preocupa em direcionar todas as macro-áreas da organização, o Planejamento Tático é focado em colocar em práticas os planos de ação para alcançar os objetivos de longo prazo do PE. 

Ele é o planejamento pensado a nível departamental. Ou seja, delineia os objetivos de forma setorizada, para que cada time dentro da empresa atinga seus próprios objetivos. Assim,  impacta diretamente nas metas globais com a colocação de planos concretos em ação.

Os responsáveis por esse nível são os gerentes das equipes e seus objetivos têm prazo médio para serem postos em prática, geralmente entre 1 a 3 anos.

É importante que cada departamento saiba exatamente qual é a sua missão e como pode contribuir para o bom andamento da organização.  Além disso, é o principal fator de sucesso para alcançar os objetivos gerais de uma corporação. 

Como estipular metas setorizadas?

Para estipular metas é preciso ter uma metodologia para defini-las. Uma muito simples e de fácil utilização é a 5W2H. Você pode saber como usar essa metodologia em outro conteúdo do nosso site, clicando aqui. Vale destacar que ela também pode ser empregada no próximo nível de planejamento.

Vale ressaltar que o nível tático é a ponte entre o nível estratégico e o operacional, que falaremos a seguir.

Planejamento Operacional

Estratégico, tático e operacional

O nível operacional é executado pela equipe de profissionais na empresa em sua rotina diária. Assim, tem como objetivo colocar em prática o que foi proposto no Planejamento Tático em um curto período de tempo (geralmente entre 3 meses e 1 ano).

É no Planejamento Operacional que são definidos os métodos e processos que deverão ser utilizados para a execução da tarefa.

Ele está focando no “o que fazer” e no “como fazer” as tarefas rotineiras da organização. Aqui entra também a metodologia 5W2H para essas definições. Em linhas gerais, o Planejamento Operacional objetiva garantir que tudo seja feito dentro dos padrões estipulados pela empresa.

É nele que também são definidos os responsáveis por cada tarefa, os prazos, além de os recursos financeiros necessários para a execução de cada um das atividades descritas. 

Geralmente nesse nível são criados planos de ação, fluxogramas, checklists e cronogramas, que auxiliam na realização dos trabalhos.

O que é cada um desses conceitos?

  • Plano de ação: documento que planeja todas as ações necessárias para atingir uma meta ou resolver um problema.
  • Fluxograma: gráfico que representa o fluxo de de procedimentos que devem ser seguidos para alcançar um objetivo final.
  • Checklist: lista com tudo o que deve ser considerado para a realização de um determinado trabalho.
  • Cronograma: documento que mostra quando cada tarefa deve ser executada e seus deadlines.

O Planejamento Operacional foca na eficiência do trabalho e nos meios de maximizar as entregas. Enquanto o estratégico e tático focam no lugar em que a organização deseja chegar.

É importante entender que os planejamentos estratégicos, tático e operacional precisam estar em sintonia para que a empresa continue avançando.

Resumindo a relação entre os planejamentos estratégico, tático e operacional

A empresa define os objetivos estratégicos no Planejamento Estratégico, os subdivide em objetivos práticos para cada setor no Planejamento Tático e cria planos de ação para os objetivo operacionais no Planejamento Operacional.

Agora que você já entende as diferenças entre os níveis estratégico, tático e operacional, que tal entender melhor como a estratégia corporativa pode beneficiar seu negócio? Saiba tudo no nosso artigo sobre o assunto.

Precisa de uma consultoria para te ajudar a alavancar seu negócio? Conheça os serviços de Estratégica, Qualidade, Otimização de processos e Gestão Financeira da Mais Consultoria, clique no banner abaixo e converse com um de nossos consultores para ter uma proposta personalizada para as suas necessidades.

Contato Mais Consultoria

Nossa localização

Faculdade de Engenharia - UFJF Rua José Lourenço Kelmer, s/n São Pedro, Juiz de Fora - MG