Mapeamento de Fluxo de Valor: gerencie o seu estoque com o MFV

O Mapeamento de Fluxo de Valor é uma ferramenta de comunicação e planejamento que permite que as pessoas entendam seu processo de manufatura com detalhes.

A partir dele, é possível estabelecer uma linguagem comum entre os colaboradores e dar início aos processos de melhoria.

Uma vez definidos os produtos da empresa a serem mapeados primeiro, o estado atual do projeto começa com a coleta de informações como: tempo, número de pessoas envolvidas em cada processo, etc.

O Mapeamento de Fluxo de Valor será a força motriz para a melhoria dos processos responsáveis ​​pela transformação dos produtos.

Depois de executar os diagramas de estado atual e futuro, você notará que muitos processos podem ser removidos de sua empresa.

Vamos entender melhor como aplicá-lo na prática para melhorar a gestão de estoque? ↓

3 principais benefícios do Mapeamento de Fluxo de Valor

Permite a visualização macro dos processos

O MFV possibilita a organização ter uma visão sistêmica de todo processo de um produto.

Por ser tudo compilado em um único mapa as atividades, é possível visualizar: a quantidade de mão de obra empregada, tempo da atividade, tempo entre as atividades, transporte de matéria-prima e do produto final, entre outros processos.

Facilita a identificação dos problemas

Se torna mais fácil enxergar pontos de melhoria que vão trazer, de fato, valor ao cliente. Como por exemplo: a redução no tempo de fabricação, de entrega e a melhora na qualidade final.

Fica mais claro perceber onde é possível diminuir ou eliminar fontes de desperdícios!

Torna os planos de ação tangíveis

Uma parte importante do Mapeamento de Fluxo de Valor é a visualização de onde se quer chegar, e para além disso, como a empresa chegará lá.

As mudanças são realizadas já sabendo qual o resultado esperado, ou seja, são mais assertivas e, consequentemente, mais lucrativas.

Qual a diferença entre o Mapeamento de Fluxo de Valor e o mapeamento de processos?

A principal diferença está no foco dessas duas ferramentas.

O mapeamento do processo concentra-se em uma única etapa, ou seja, uma série de etapas para executar as atividades. Já o mapeamento do fluxo de valor se concentra em todo o processo, desde a entrada até a saída de materiais e informações.

Além disso, o objetivo de realizar o mapeamento de processos é tornar esses processos mais padronizados, permitindo que diferentes agentes entendam e reduzam erros e alterações.

O objetivo do Mapeamento de Fluxo de Valor é determinar o estado futuro e fazer melhorias por meio de outras ferramentas enxutas, como 5SKaizen.

Passo a passo para desenhar um mapa de Fluxo de Valor

1) Organize a equipe e a escolha do produto

Na equipe, é importante ter pessoas de diferentes níveis (estratégia, gestão e operações) e departamentos para facilitar o desenho de todo o processo.

É importante definir um líder de projeto que tenha uma visão sistemática do processo e tenha autoridade para tomar decisões.

Para um produto ou série de produtos, é interessante começar com o produto ou série de produtos que é mais crítico ou de maior valor para o cliente.

2) Observe o fluxo atual

A equipe deve percorrer todo o processo produtivo do produto, do início ao fim, observando todas as etapas e os fluxos de materiais e informações envolvidos.

Recomenda-se fazer esta rota mais de uma vez, ou mesmo fazer outra rota para capturar todos os detalhes do processo.

3) Desenhe o processo atual

Nesta etapa, coletamos a equipe e todas as anotações feitas para a concepção do VSM, enfatizando que é um mapeamento do processo atual porque realmente aconteceu, não o que deveria ser.

Para o primeiro esboço, é recomendável usar papel e lápis para evitar perder o foco em coisas irrelevantes.

Aqui, não é necessário incluir todos os detalhes observados, mas incluir os detalhes essenciais do processo. Alguns exemplos disso são: o número de trabalhadores em cada etapa, o tempo que agrega valor e o tempo do processo que não agrega valor, e assim por diante!

4) Analise o fluxo de valor atual

Neste momento, avalie o fluxo de valor atual com o fluxo de valor estabelecido. É hora de analisar criticamente cada etapa e localizar o desperdício.

Isso pode ser inventário excessivo, tempo de inatividade excessivo, problemas de qualidade levando a retrabalho, etc. Esses pontos de melhoria são marcados com “surto de melhoria” no mapa.

5) Desenhe o fluxo de valor ideal

Após identificar os pontos, a equipe deve desenhar o mapa de fluxo de valor do futuro, ou seja, como será o processo ideal após a implantação das melhorias apontadas no mapa atual.

6) Crie um plano de ação

Depois de criar o desenho do mapa ideal e tendo a aprovação do corpo de lideranças da empresa, chegou o momento de fazer o plano de ação.

É preciso ter clareza em todas mudanças que os envolvidos precisam fazer e ter métricas para medir se a mudança está tendo o resultado esperado!

Por ser uma ferramenta muito completa, o mapeamento do fluxo de valor permite especificar diversos aspectos como: 

  • Detalhamento dos processos com caixas de dados;
  • Quantificação de estoques;
  • Fluxo de informação e sistema de controle;
  • Lead time de manufatura e valor agregado;
  • Demanda do cliente;

Quer aplicar o Mapeamento do Fluxo de Valor na sua empresa?

Apesar do processo de criação de um Mapeamento do Fluxo de Valor ser bastante desafiador e envolver diversas etapas, o seu retorno é bastante positivo.

Por meio dessa ferramenta, as empresas conseguem reduzir significativamente os principais problemas envolvendo desperdícios na produção, principalmente quando falamos sobre a gestão de estoque.

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Realize a Gestão de Estoque Industrial e elimine gastos desnecessários

Manter o controle de estoque atualizado é extremamente importante para a empresa determinar o movimento de suas mercadorias que entram e saem. Para que isso aconteça é preciso realizar uma gestão de estoque industrial e eliminar gastos desnecessários na sua empresa!

Com a gestão de estoque, possível entender com precisão a demanda do mercado para o seu produto, o lucro líquido obtido e quaisquer desvios no final do mês contábil.

Saiba que o estoque não é apenas o ambiente em que você guarda as mercadorias. Uma boa gestão de estoque é determinante para quem deseja lucrar mais, diminuir os custos e otimizar processos!

Para te ajudar neste processo, selecionamos 5 dicas práticas para eliminar gastos desnecessários ao o controlar o estoque da sua indústria. Vamos lá?

Qual a importância da gestão de estoque industrial?

Controlar o estoque é saber que existe a quantidade correta de produtos para que a indústria possa fluir corretamente e atender a demanda sem causar perdas.

Para muitos que ainda não sabem como implementar adequadamente o controle de estoque, não parece algo tão óbvio e simples assim.

Quando há excesso ou falta de estoque, o caixa também sofre prejuízo.

Se o projeto ultrapassar o nível aceitável, além do fato de ser necessário esperar muito para obter o retorno do investimento, o capital de giro da empresa também será reduzido devido ao alto índice de desperdício.

Eliminar gastos desnecessários

É possível realizar otimizações no estoque que poderiam ser implementadas para reduzir ou eliminar totalmente os desperdícios de recursos, poupando  significativamente os custos.

O planejamento aliado a estratégias que envolvam técnicas e ferramentas certas otimizarão os processos. Assim, fazendo do controle de estoque um fator determinante para o sucesso do negócio.

Auxiliar nas vendas

Um bom controle de estoque é uma vantagem competitiva para a sua empresa.

A medida em que possuir determinado produto que esteja em falta nas empresas concorrentes, você garante um aumento das vendas.

 

5 dicas para realizar uma gestão de estoque industrial eficaz

  1. Conheça e organize o seu estoque

Mapeie seu estoque para ver informações detalhadas. Existem várias soluções para manter a organização do local, como caixas, estantes e paletes.

Escolha a alternativa que melhor se adapta à realidade da sua empresa e os seus maquinários.

2. Faça uma previsão de demanda

Tente criar um glossário interno para que a equipe responsável consiga consultar esses registros com clareza, a fim de evitar possíveis erros.

Um dos principais erros relacionados ao controle de estoque é a falta de planejamento na hora de comprar.

Para evitar gastos desnecessários, é preciso planejar as compras com base no histórico de vendas da empresa e prestar bastante atenção com relação à demanda dos consumidores.

3. Invista em ferramentas de controle de estoque

As ferramentas podem ser simples, como uma planilha de Excel ou mais completas como softwares especializados para gestão de estoque!

Busque uma ferramenta que atenda às necessidades da sua indústria e ajude a gerar informações relevantes.

Além disso, é de extrema importância capacitar sua equipe para otimizar tempo e recursos. Funcionários treinados irão utilizar as ferramentas da melhor maneira e seu investimento será capaz de gerar retorno em curto prazo.

4. Desenvolva uma cultura na equipe

Outro fator que merece ser considerado para realizar um bom controle de estoque na indústria está na cultura da organização

Os funcionários executam inúmeras operações que devem ser registradas, especialmente as que são referentes ao fluxo de produtos.

Com isso, é imprescindível que o time esteja qualficiado para desempenhar todas as atividades necessárias. Inclusive, a criação de processos e padrões que especificam como executar as tarefas de rotina (chegada e saída de produtos).

Dessa forma, a probabilidade de o estoque e as vendas saírem do controle diminui e é possível evitar o excesso ou falta de produtos.

Portanto, desenvolva uma cultura sólida e embasada na prestação de contas e transparência.

5. Realize inspeções periódicas

Mesmo utilizando softwares mais completos possíveis, erros nos processos ainda podem acontecer. A partir de um pequeno deslize ou falta de atenção, um item pode entrar sem ser cadastrado.

Do mesmo modo, materiais perecíveis podem ser acomodados de maneira irregular e vencerem antes do prazo, por exemplo.

Para identificar todos esses deslizes antes que eles se transformem em problemas graves, tenha uma rotina de vistoria periódica.

Essa rotina pode ser diária, semanal, mensal ou até semestral. A frequência vai depender do tipo de material armazenado e do seu nível de risco.

Aproveite esse momento para averiguar por que essas falhas ocorrem, otimize as operações que levam a elas e faça uma auditoria para analisar a qualidade das entregas dos profissionais envolvidos.

Quais são os principais métodos de gestão de estoque industrial?

PEPS

Busca identificar as mercadorias que estão mais tempo paradas em seu estoque para que sejam vendidas antes de todas as outras.

A sigla significa “primeiro a entrar primeiro a sair”. Por isso, o objetivo é evitar a obsolescência e eliminar o risco de grandes prejuízos.

Visando manter a competitividade da organização e com a tendência dos preços aumentarem com o tempo, esse modelo traz uma grande vantagem.

Os negócios conseguem valorizar seu estoque atual de forma que o valor dos produtos seja bem próximo ao que é praticado no mercado.

UEPS

Esse método de gestão de estoque é completamente contrário do PEPS. Sua sigla significa “o último a entrar, primeiro a sair”. Assim, a gestão envolve focar as estratégias de venda nos produtos mais recentes no estoque

No entanto, essa metodologia não deve ser praticada por qualquer negócio. Empresas que lidam com produtos perecíveis devem ficar atentas em relação ao prazo de validade da sua mercadoria. Deixá-las paradas muito tempo pode gerar prejuízos, portanto, o ideal é vendê-las o mais rápido possível.

Dessa forma, o UEPS não se deve ser utilizado para realizar o cálculo de imposto de renda. Deve ser único e exclusivo para objetivos gerenciais em sua empresa.

Custo médio

Esse método é bastante recomendado para empresas que sofrem com problemas de oscilação de preços em seus negócios. Conhecido também como Média Ponderada Móvel, essa estratégia de gestão de estoque visa a um meio eficiente de renovação de valores.

Sempre que houver uma nova entrada de produtos na organização, os custos de estoque cobrados são renovados por meio de um cálculo de média ponderada.

Assim, a média é justamente o resultado de todos os valores de mercadorias mais antigas com as recentemente adquiridas, divididas pela quantidade final de produtos disponíveis.

Mesmo assim, é importante destacar a importância de adotar meios de controle extras em sua empresa. Isso possibilita uma análise sobre o volume de produtos em seu estoque, evitando problemas futuros.

Outro ponto que você deve prestar atenção é que o método de custo médio e o PEPS são os únicos modelos de gestão aceitos pelo Ministério da Fazenda. Isso significa que você deve usar apenas essas duras formas durante o cálculo de Imposto de Renda.

Just In Time

Essa metodologia pode ser bem controversa, porém, efetiva caso feita corretamente. Traduzindo do inglês, ela significa literalmente “no momento exato” que é justamente seu objetivo. O método de gestão é planejado para que seja possível reduzir os gastos ao manter os níveis de estoque o mínimo possível.

Para realizar o método Just in Time é preciso muito planejamento e acompanhamento.

Essa etapa é importante, já que, sem ela, é bem provável que você perca oportunidades de vendas em seu negócio.

A principal causa disso é a falta de estoque. Sem produtos disponíveis você não será capaz de vender e obter lucro.

Dessa forma, para que o método tenha sucesso em seu negócio, é muito importante fechar parcerias com fornecedores de confiança. Assim, você vai ter a garantia de que suas requisições serão atendidas e irá evitar prejuízos.

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