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Executando o PE: níveis estratégico, tático e operacional

Todo mundo sabe que ter um bom Planejamento Estratégico (PE) é primordial para o crescimento contínuo da organização. No entanto, o que nem todos sabem é que o PE se desmembra em outros dois planejamentos: o tático e o operacional. Para um bom funcionamento da organização é preciso que os níveis estratégico, tático e operacional estejam em sintonia.

Esse artigo tem como objetivo explicar as diferenças entre os planejamentos estratégico, tático e operacional e como eles se alinham para o melhor funcionamento da organização.

Vamos lá?

O que são os planejamentos estratégico, tático e operacional?

Entender o que é cada planejamento é o primeiro passo para garantir o crescimento planejado e constante da sua empresa.

O gráfico abaixo nos dá uma ideia visual de como funciona a hierarquia dos níveis estratégico, tático e operacional nas organizações:

Observando a figura, é possível perceber que o nível estratégico está acima dos demais, sendo assim, é de responsabilidade de menos pessoas.

O nível tático vem logo abaixo, servindo de elo de ligação para os níveis estratégico e operacional.

Enquanto isso, o nível operacional é visto na base da pirâmide, englobando a maioria da mão-de-obra e sendo responsável por fazer todos os processos rodarem dentro da empresa.

A seguir explicaremos mais detalhadamente cada um desses níveis, que geram cada um o seu próprio planejamento: os planejamentos estratégico, tático e operacional.

Planejamento Estratégico

O Planejamento Estratégico se volta sempre para o futuro. É um processo contínuo que visa a tomada de decisões para atingir os objetivos-macros da organização.

Nele os responsáveis pensam nas melhores estratégias para toda a organização, como se fossem a cabeça de um grande polvo dando direcionamento para os seus diversos tentáculos.

É no nível do Planejamento Estratégico que é definida a alocação ou realocação de recursos da maneira mais eficiente, por exemplo.

Os planos criados nesse nível são para longo prazo, de 5 a 10 anos, e são de responsabilidade dos cargos mais altos, geralmente CEO, presidência e diretoria.

Nesse nível, é importante levar em conta os fatores internos e externos, incluindo o cenário econômico, a situação dos concorrentes e todos os elementos que podem interferir na sua projeção.

Aqui é interessante fazer uma análise SWOT, que mapeia as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças daquela empresa.

  • S: Stregths  (Forças): vantagens da empresa em relação aos concorrentes;
  • W: Weakness (Fraquezas): desvantagens da empresa em relação aos concorrentes;
  • O: Opportunities (Oportunidades): fatores externos com potencial de ajudar no crescimento da vantagem competitiva da empresa;
  • T: Threats (Ameaças): fatores externos que ameaçam o crescimento da empresa.

As forças e fraquezas habitam o ambiente interno da organização, sendo assim considerados controláveis. Enquanto as oportunidades e ameaças dependem de fatores externos e portanto não podem ser controlados.

Dessa forma, é possível pensar estrategicamente nos próximos passos que a empresa vai tomar, sabendo qual cenário ela enfrentará.

No Brasil, a Análise SWOT também é chamada de Análise FOFA, pois é a palavra formada quando traduzimos os nomes dos fatores analisados.

É também no Planejamento Estratégico que são definidos a missão, a visão e os valores da empresa. Sendo:

  • Missão:  objetivo da empresa existir;
  • Visão: onde a empresa quer chegar em um determinado tempo;
  • Valores: princípios que devem ser seguidos por todos os que trabalham na organização para o crescimento da empresa.

Por exemplo, a empresa Netshoes tem como missão conectar as pessoas a uma vida com mais estilo e simplicidade. Sua visão é ser referência global em experiência de compras online, e seus valores são: paixão, inovação, sem limites, foco no resultado, olhar de dono, valorização das pessoas, agilidade e simplicidade.

Por serem feitos para um prazo muito longo, as ações propostas devem ser revisadas e atualizada frequentemente, visando a otimização dos resultados.

É importante que os responsáveis pelo PE não estejam envolvidos no planejamento tático e nem no operacional, para que eles realmente consigam pensar nas melhores estratégias para a organização.

Planejamento Tático

Enquanto o Planejamento Estratégico se preocupa em direcionar todas as macro-áreas da organização, o Planejamento Tático foca apenas em uma delas.

Ele é o planejamento pensado a nível departamental. Seu objetivo é criar metas para que sejam atingidos os propósitos criado no Planejamento Estratégico. É a transformação das definições do PE em planos concretos dentro das unidades da empresa.

Os responsáveis por esse nível são os gerentes das equipes e seus objetivos tem prazo médio serem postos em prática, geralmente entre 1 a 3 anos.

É importante que cada departamento saiba exatamente qual é a sua missão e como pode contribuir para o bom andamento da organização.

Vale ressaltar que o nível tático é a ponte entre o nível estratégico e o operacional, que falaremos a seguir.

Planejamento Operacional

O nível operacional é o mais “baixo”, tendo como objetivo colocar em prática o que foi proposto no Planejamento Tático em um curto período de tempo (geralmente entre 3 e 6 meses).

É no Planejamento Operacional que são definidos os métodos e processos que deverão ser utilizados para a execução da tarefa.

Ele está focando no “o que fazer” e no “como fazer” as tarefas rotineiras da organização, de forma a garantir que tudo seja feito dentro dos padrões estipulados pela empresa.

Ele também define os responsáveis por cada tarefa, os prazos, a divisão das tarefas e os recursos financeiros necessários para a execução de todas as atividades.

Geralmente nesse nível são criados planos de ação, fluxogramas, checklists e cronogramas, que auxiliam na realização dos trabalhos.

 

  • Plano de ação: documento que planeja todas as ações necessárias para atingir uma meta ou resolver um problema;
  • Fluxograma: gráfico que representa o fluxo de de procedimentos que devem ser seguidos para alcançar um objetivo final;
  • Checklist: lista com tudo o que deve ser considerado para a realização de um determinado trabalho;
  • Cronograma: documento que mostra quando cada tarefa deve ser executada e seus deadlines.

O Planejamento Operacional foca na eficiência do trabalho, nos meios de maximizar o trabalho, enquanto o estratégico e o operacional focam no lugar em que a organização deseja chegar.

É importante entender que os planejamentos estratégicos, tático e operacional precisam estar em sintonia para que a empresa continue avançando.

Resumindo a relação entre os planejamentos estratégico, tático e operacional

A empresa define os objetivos estratégicos no Planejamento Estratégico, os subdivide em objetivos práticos para cada setor no Planejamento Tático e cria planos de ação para os objetivo operacionais no Planejamento Operacional.

Agora que você já entende as diferenças entre os níveis estratégico, tático e operacional, que tal entender melhor como a estratégia corporativa pode beneficiar seu negócio? Saiba tudo no nosso artigo sobre o assunto.

 

 

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